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Justiça decreta internação provisória de jovem suspeito de matar a própria mãe em Acauã

O Tribunal de Justiça também revogou a prisão preventiva do suspeito, a pedido da Polícia Civil. O delegado do caso, Cícero de Oliveira, informou ao G1 que o jovem faz tratamento psiquiátrico.

O Tribunal de Justiça do Piauí decretou a internação provisória do filho suspeito de matar a mãe Amaralina Ramos Coelho no município de Acauã. O delegado Cícero de Oliveira informou ao G1 nessa terça-feira (18) que a medida é uma antecipação da aplicação de uma medida de segurança devido aos problemas psiquiátricos apresentados pelo jovem.

“Essa internação aconteceu em virtude do estado de saúde mental dele. Após a instrução processual, constatando a culpa dele, será aplicada a medida de segurança. Então essa internação provisória é uma espécie de prisão temporária para o deficiente mental”, explicou o delegado Cícero de Oliveira.

Amaralina Ramos Coelho desapareceu há uma semana em Acuã — Foto: Divulgação/PM

O jovem está internado em Teresina, onde ficará à disposição da Justiça durante o andamento do processo. “A prisão preventiva dele, que eu havia solicitado em um primeiro momento, já foi revogada e agora ele vai permanecer internado na capital enquanto aguarda a instrução processual”, afirmou o Cícero de Oliveira.

Causa da morta não determinada

A causa da morte de Amaralina ainda não foi determinada. Antes de ser encontrado, o corpo da vítima ficou 12 dias desaparecido até ser visto boiando em um barreiro. Segundo a polícia, como estava submerso na água e em estado de putrefação não foi possível identificar sinais de violência.

O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Teresina para realização de uma perícia que possa identificar a causa da morte. “O resultado dessa perícia, o laudo, eu ainda não recebi. Ainda vou entrar em contato com o IML para verificar isso”, informou o delegado.

O crime

Amaralina morava com o filho no povoado Bom Nome, zona rural de Acauã, e foi vista pela última vez no dia 6 de maio, subindo na garupa de uma moto pilotada pelo filho. Familiares procuraram a delegacia para registrar o desaparecimento dela três dias depois.

Ao conversar com a polícia, o filho teria dito aos policiais que matou e enterrou a mãe em um matagal próximo a casa, mas o corpo não foi encontrado no local descrito por ele. O suspeito teria dito ainda que assassinou a mãe com uma paulada na cabeça após uma discussão, mas ele não revela o motivo da briga.

 Lucas Marreiros, G1 PI

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