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Piauí conta com 56 delegados para atender todo o interior do Piauí

[ad#336×280]O reduzido número de delegados para atender a demanda de segurança no Estado está levando o setor a um caos geral. Atualmente, segundo o sindicato da categoria, existem cerca de 100 delegados para atuar capital e região metropolitana e nos demais municípios do Estado, apenas 56.

Segundo a delegada Andréa Magalhães, presidente do Sindicato dos Delegados de Carreira do Estado do Piauí – Sindepol, a situação se tornou mais grave com a aprovação e promulgação de duas leis. Uma lei que antecipa para 65 a aplicação da aposentadoria compulsória para o policial e a outra reduz para 25 anos o tempo de serviço para a mulher policial.

A delegada Andréa Magalhães afirmou que em relação à aposentadoria compulsória, três delegados deverão deixar a instituição nos próximos mês e a previsão que mais seis ou sete também saiam até o início do próximo ano, reduzindo ainda mais o número desses profissionais. No que diz respeito as mulheres, o número de delegadas que completam 25 anos de serviço ainda este ano também é grande.

Delegada Andréa Magalhães, presidente do Sindicato dos Delegados de Carreira do Estado do Piauí – Sindepol
Delegada Andréa Magalhães, presidente do Sindicato dos Delegados de Carreira do Estado do Piauí – Sindepol

Andréa Magalhães afirmou que a situação no interior é crítica, mas na capital a tendência é que o problema seja agravado, pois existem cerca de 100 delegados para atender somente na capital, 21 nas delegacias distritais, 15 nas especializadas e a Central de Flagrante, onde três delegados trabalham por dia, isto sem falar no coordenador, o que aumenta esse número para quatro.

No interior, em se falando de Estado, existem 227 municípios e apenas 56 delegados, portanto, 171 municípios estão sem profissionais. Vale ressaltar, afirma ela, nos grandes municípios como Picos, Floriano, Parnaiba, Piripiri e outros, existem mais uma delegacia distrital e algumas especializadas.

A delegada Andréa Magalhães relembrou que no município de Esperantina, desde o assassinato do delegado Lucas Craveiro, em Fortaleza (CE), isto há dois meses, que o município não tem delegado. Existem informes de que um delegado fora nomeado há dois dias, mas ainda não se apresentou para o trabalho.

ORDEM JUDICIAL – No Piauí existem 13 delegacias regionais, mas a cúpula da segurança decidiu criar coordenações. Diante dessa situação, um delegado (que não seria um regional) passou a responder por até oito municípios, resultando em uma má prestação do serviço de segurança.

Diante dessa situação, o Sindepol ajuizou uma ação na justiça e esta proibiu que um delegado respondesse por mais de um município, desde que fosse uma questão excepcionalidade, como por exemplo, férias de um outro, desde que recebesse pelo serviço prestado.

Com essa decisão, os delegados ficaram proibidos de responder por mais de um município e os inquéritos já iniciados não tiveram continuidade, colaborando com a impunidade.

“Já estou tentando buscar o intermédio de algum secretário para que a gente possa conversar com o governador, não só sobre a questão da má distribuição de delegados no interior do Piauí, como também, as condições de trabalho. Se esses defeitos não forem minimizados, mais episódios fatídicos irão acontecer”, disse a delegada Andréa Magalhães..

CONCURSO – “Não existe nenhum delegado aprovado em concurso para ser chamado”, diz a delegada Andréa, afirmando que o secretário Luís Carlos Martins, da Segurança, trabalha para realizar um concurso nos próximos meses, mas serão apenas 20 vagas, o que não irá resolver em nada. Ressalte-se, diz ela, estamos em um ano político e ainda não se pensou nas limitações previstas pela lei eleitoral em função do tempo.

 Diário do Povo

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