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Piauí já teve meia tonelada de drogas apreendida em 2017

As  drogas estão presente em sociedades por todo o mundo, o combate a seu consumo e sua comercialização se faz de maneira intensa. No entanto, muitas vezes ao analisar o fato de que mesmo com apreensões de substâncias, prisões de traficantes e desarticulação de quadrilhas ainda continua alta a circulação desses materiais pela sociedade muitos se perguntam como pode ser feito um combate efetivo desse problema.

Somente esse ano, no Piauí já foram apreendidas cerca de meia tonelada de drogas, em sua maioria maconha e cocaína, e ocorreram 370 prisões de traficantes, sendo que dessas prisões 70 correspondem a mulheres envolvidas em qualquer atividade relacionada ao tráfico. O delegado Menandro Pedro, titular da Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes (DEPRE), explica que esses números representam um aumento na efetividade das atividades da delegacia.

As apreensões correspondem a operações organizadas pelo setor de inteligência da delegacia, que busca evitar ao máximo gerar situações de risco para os agentes e para a sociedade, situações onde ocorra confronto aberto com os traficantes.

“Quando assumimos a delegacia percebemos que somente o trabalho de repressão era executado, mas que ainda precisava de melhorias. Hoje nos trabalhamos a repressão a entorpecentes de forma mais intensa, e iniciamos o trabalho de prevenção” informou o Menandro Pedro.

Prevenir sai mais barato

A atuação da DEPRE na área de prevenção antes era muito deficitária, pois não possuía um plano de atuação já definindo como promover essa prevenção, explicou o delegado Menandro Pedro. Hoje DEPRE promove, através de um projeto, palestras para instituições de ensino, onde ocorrem explicações e debates sobre o tema do uso de drogas.

As palestras podem ser solicitadas pelas instituições de ensino, após solicitada e agendada o Delegado Menandro Pedro segue com uma equipe para o local e expõe para alunos e familiares o tema. As palestras são ministradas tanto na capital como em outras cidades, além de que não existe restrição para as instituições podendo serem dessa forma tanto públicas como privadas.

“Nos buscamos atuar no público jovem, na faixa etária dos 14 anos, pois entendemos que eles são o grupo de maior risco para entrar nesse mundo das drogas” citou o delegado.

Outro ponto abordado são os materiais áudio visuais trabalhados nas palestras. Segundo Menandro Pedro, os filmes trazem a realidade de alguns usuários, podendo causar certo impacto e assim gerando uma discussão se vale mesmo a pena se envolver naquele mundo.

“Nos discutimos tanto sobre drogas ilícitas como as lícitas, que seriam bebidas alcoólicas e cigarros por exemplo, pois acreditamos que as drogas lícitas muitas vezes funcionam como porta de entrada para as substancias ilícitas na vida da pessoa.

Finalizando o Delegado destaca que o trabalho de prevenção, além de diminuir os riscos do jovem entrar no mundo das drogas, promove uma economia de recursos. “ Se menos gente cair para esse mundo, então não seria necessário um aumento nos investimentos do setor, mostrando assim que prevenir deixa o combate as drogas mais barato” completou o delegado.

Meio Norte 
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