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Piauí pode perder até 110 empresas para o Maranhão, alerta associação

Empresários do setor atacadista piauiense apresentaram durante reunião com o deputado federal Júlio César Lima (PSD-PI), nesta segunda-feira (10), inquietações que impedem o crescimento do setor no Estado. Eles alertam que o Piauí pode perder até 110 empresas só no início do ano para o Maranhão por conta da guerra fiscal.

Empresários em reunião com o deputado federal Júlio César Lima (PSD-PI) - Foto: Cidade Verde
Empresários em reunião com o deputado federal Júlio César Lima (PSD-PI) – Foto: Lívia Galeno/ Cidade Verde

Para o presidente da Associação Piauiense de Atacadistas e Distribuidores (Apad), Emmanuel Lopes, a insegurança jurídica impede o desenvolvimento da área. “Não temos no Brasil um regime jurídico único. As brechas da legislação permitem uma série de acordos que acabam por tornar a competição entre estados desleal”, disse Lopes.

Presidente da Associação Piauiense de Atacadistas e Distribuidores, Emannuel Lopes - Foto:Lívia Galeno/ Cidade Verde
Presidente da Associação Piauiense de Atacadistas e Distribuidores, Emannuel Lopes – Foto:Lívia Galeno/ Cidade Verde

De acordo com a Apad, empresas da construção civil, depósitos e química podem optar pelo Maranhão ao Piauí no início do ano.

O encontro reuniu, na sede da Apad, no centro de Teresina, uma série de empresários que assistiram a palestra “Sistema Tributário no Brasil, no Piauí, o que esperar?”.

No evento, o parlamentar convidado divulgou o livro “Brasil em dados comparativos”. “A única resposta que eu tenho para dar é que o Congresso tem que acabar com a guerra fiscal. Para isso, é necessário unificar a cobrança do ICMS em 4% na origem e 4% no destino. Mas ainda engatinhamos para esse entendimento”, afirmou Júlio César.

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Perda de empresas

Como resultado dessa disputa, o Piauí corre o risco de perder até 110 empresas para o Estado do Maranhão apenas no início deste ano. Enquanto no estado vizinho os incentivos fiscais chegam a 2% de cobrança do ICMS, no Piauí a alíquota chega a 17%.

“Soma-se a esse atrativo fiscal o fato de Timon (MA) ter energia, água, telefonia e via de escoamento de qualidade. Fica muito difícil competir com a cidade vizinha”, disse o membro da Apad, Maurício Noronha.

“Enquanto não tivermos uma legislação única tratando sobre o assunto, será impossível competir em pé de igualdade com outros estados. Acabando a guerra fiscal, começa-se uma disputa interessante, onde cada estado terá que se munir de serviços de qualidade para atrair empreendimentos. É claro que para que isso ocorra os estados terão que ter uma compensação do governo federal”, completou Júlio César.

 Fonte: Cidade Verde

 

 

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