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PMs acusados de participação em ações criminosas são expulsos da corporação

O Conselho de Disciplina da Polícia Militar do Piauí deu parecer em relação a quatro militares investigados em ações criminosas. Em três dos casos, as acusações foram consideradas procedentes e houve a recomendação de expulsão dos quadros da corporação. 

O cabo Reginaldo Teixeira Alencar, lotado no 4º Batalhão da PM na cidade de Picos, é acusado de alugar rádios da corporação que seriam usados para ouvir a frequência da PM durante ações criminosas. Em sua defesa, ele admitiu que alugou os comunicadores, porém alegou que seriam utilizados em “bicos de festa”. 

No inquérito policial presidido em 2014 pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) consta ainda que  “o soldado Alencar tem total conhecimento da utilização dos  rádios nas ações criminosas, inclusive, segundo áudios  autorizados pela justiça, pede informações sobre traficantes e assaltantes, dizendo que tem uma “parada boa” para um determinado assaltante”.

O segundo PM expulso pelo Conselho de Disciplina foi José Adonias de Sousa Carvalho preso por tráfico de drogas em 2017. Na época, o sargento foi preso com José Antônio Carlos, conhecido como Bola Sete, um grande traficante, de acordo com a Delegacia de Prevenção e Repressão aos Entorpecentes (Depre).

“Resta devidamente comprovado que o mesmo traficava e se associava para o cometimento do tráfico. Ao ser interrogado, sua prisão em flagrante, ora submetido a conselho de disciplina José Adonias de Sousa Carvalho apresentou a frágil justificativa de não traficava, bem como não sabia da condição de criminosa de seu amigo Antônio Carlos; Observa-se, claramente, que tal versão foi montada, uma vez que é muito difícil para um policial com mais de 30 anos de serviço não saber das práticas criminosas de uma pessoa que conhece a muito tempo, ainda no caso concreto um criminosa que já possuía prisão em operação o grande por parte da polícia civil, pela mesma pratica delitiva”, consta no Diário Oficial do Estado. 

O soldado Rafael dos Santos Leal também foi “licenciado a bem da disciplina”, ou seja, expulso da corporação. No ano passado, ele foi preso em operação que desarticulou o roubo de mais de 100 televisões em Teresina. 

O Conselho de Displina julgou também o recurso impetrado pela defesa do ex- cabo Wanderley Rodrigues da Silva, W Silva, que foi investigado no sumiço de R$ 300 mil de um assalto ao Banco do Nordeste e também em roubo de carga e pistolagem. Nesse caso, a defesa solicitava que fosse reconsiderada a expulsão do militar. Contudo, o conselho de disciplina julgou totalmente improcedente o pedido.

Do Cidade Verde

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