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Prefeitura de São Julião declara situação de emergência devido à seca

Ao contrário do que ocorre no Médio Parnaíba e do Sul do Piauí, os municípios que fazem divisa com a Bahia e o Pernambuco vêm sofrendo com as consequências da seca. O climatologista Werton Costa explicou o fenômeno.

O prefeito de São Julião, Samuel de Sousa Alencar (PSB), decretou situação de emergência no município devido à estiagem. A medida foi publicada no Diário Oficial dos Municípios de quarta-feira (5) e têm vigência de 180 dias. Outras cidades do Piauí também estão sendo afetadas pela seca. Por este motivo, o g1 ouviu o climatologista Werton Costa, que explicou o fenômeno. (Confira os esclarecimentos do especialista ao fim da reportagem).

A seca foi provocada, segundo o texto do decreto, pelos os baixos e irregulares índices pluviométricos. O documento cita uma das consequências da estiagem, que é o desabastecimento de água potável devido a redução do volume dos reservatórios.

Após a decretação da situação de emergência, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem em ações de resposta à seca, além da permissão para o chamamento de voluntários que reforçarão o combate contra este fenômeno.

A estiagem vem castigando não só São Julião, mas também outras cidades que compõem o semiárido, ou também chamado de ‘sertão piauiense’. Por este motivo, em dezembro do ano passado, o Governo do Piauí decretou situação de emergência por causa da seca em 35 municípios.

Mapa da Estiagem Agrícola — Foto: Agritempo Embrapa
Mapa da Estiagem Agrícola — Foto: Agritempo Embrapa

O climatologista Werton Costa explicou ao g1 que o fenômeno que atinge os municípios do semiárido piauiense denomina-se seca verde.https://e8dd3136ee570bba3488b454fb5a1d35.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“Você tem uma vegetação que apresenta um verdor, aparentemente, ou seja, em um olhar de um leigo não há seca. Porém, a quantidade de água no solo, de água na superfície, não é suficiente para a manutenção dos cultivos. A quantidade de reposição dessa umidade do solo que é perdida por evapotranspiração não é suficiente, porque as chuvas não estão caindo com regularidade”, afirmou.

Mapa de precipitação acumulada no Piauí — Foto: Agritempo Embrapa
Mapa de precipitação acumulada no Piauí — Foto: Agritempo Embrapa

No mapa acima, é possível observar que a região da Grande Teresina e do Médio Parnaíba, além do Sul do estado, receberam muitos volumes chuvosos. Contudo, segundo Werton Costa, as chuvas chegarão em breve ao sertão piauiense.

“Essa realidade não vai permanecer por muito tempo, porque o período chuvoso iniciou há pouco tempo, vai se intensificar, essa chuva vai se distribuir pelo território e o sertão vai receber alguns volumes chuvosos”, ressaltou o especialista.

G1 PI

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