Presídio de Esperantina usa gansos para alertar fuga de detentos
- A Penitenciária Regional Luiz Gonzaga Rebelo, em Esperantina, utiliza gansos como sistema de alerta sonoro contra fugas, suprindo a ausência de tecnologias básicas de segurança como cercas elétricas e monitoramento por câmeras.
- O diretor administrativo do Sinpoljuspi, Kleiton Holanda, denuncia a precariedade estrutural da unidade, que abriga trezentos detentos sob a vigilância de apenas cinco agentes por plantão e um único policial militar na guarita.
- A utilização inusitada dos animais gerou repercussão internacional negativa e críticas severas sobre a gestão prisional piauiense, marcada por dez mortes registradas em 2015 e pela falta de investimentos em infraestrutura adequada.
Fotos divulgadas pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi) mostram gansos sendo utilizados como reforço à segurança da Penitenciária Regional Luiz Gonzaga Rebelo em Esperantina, no Norte do Estado. De acordo com o diretor administrativo do órgão, Kleiton Holanda, os animais são criados no local pois fazem barulho alertando qualquer tentativa de fuga.
“Lá existem guaritas, mas não há cobertura. Não há estrutura de cercas elétricas, câmeras ou qualquer outra segurança. Quando há presos fugindo eles fazem barulho e isso alerta os agentes de plantão”, explicou o diretor.
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Nas imagens é possível observar a guarita sem telhado e a falta de segurança para conter os 300 detentos presos neste momento na penitenciária. Segundo o diretor, cinco agentes por plantão fazem a guarda aos detentos.
“Eles foram levados pelo antigo diretor da unidade e é uma vergonha criar esses animais já que eles não resolvem problema nenhum. Isso virou motivo de piada e até emissoras de Berlim já pediram vídeos para divulgar esse assunto”, desabafou o diretor.
Ainda segundo Kleiton, apenas um policial militar faz a cobertura do presídio pela parte superior, onde tem uma maior visibilidade. “Contamos com os gansos porque eles realmente ajudaram a impedir fugas, mas com certeza essa medida não é a ideal”, pontuou o diretor.
Somente em 2015 já foram registradas 10 mortes dentro de presídios do Piauí. “E esse número pode subir, caso medidas urgentes não sejam tomadas”, completou Kleiton.
Fonte: Cidade Verde
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