Robert Rios confirma: bala que matou gerente partiu da Polícia
- O secretário estadual de segurança Robert Rios Magalhães confirmou nesta quinta-feira que o disparo fatal contra o gerente do Banco do Brasil, Ademyston Rodrigues, partiu de um policial militar durante um confronto armado.
- A conclusão definitiva do inquérito policial permanece pendente devido à ausência de laudos periciais cruciais solicitados em Brasília, Paraíba e Piauí, com previsão de apresentação dos resultados finais apenas nos próximos meses.
- Robert Rios criticou a ineficácia do Estatuto da Criança e do Adolescente e apontou uma falha sistêmica na segurança pública, onde a reincidência criminal é alimentada pela rápida soltura de detentos pelo Poder Judiciário.
[ad#336×280]O secretário Estadual de Segurança, Robert Rios Magalhães, confirmou, durante entrevista exibida no Jornal do Piauí desta quinta-feira (22) que a bala que matou o gerente do Banco do Brasil, Ademyston Rodrigues, durante tentativa de assalto partiu de um policial militar.
“Já dá para ter certeza. A bala que matou o servidor partiu de uma arma da Polícia Militar. O refém estava no banco dianteiro, no colo de um bandido, servindo como escudo. Ele estava no fogo cruzado. Só podia dar nisso”, disse o gestor.
Robert Rios revelou ainda que o inquérito já deveria ter sido concluído, mas que faltam laudos produzidos em Brasília, na Paraíba e no Piauí. Os resultados das investigações devem ser apresentados já nos próximos meses.

“Apreendemos todas as armas dos policiais que estavam no confronto. Estamos fazendo a comparação das armas com os projéteis no corpo da vítima. Aguardamos ainda o resultado de vários exames de balística”, explica o secretário.
Segurança pública
O gestor também falou sobre pedidos da sociedade por mais segurança pelo Piauí. Para Robert Rios o clima de tensão e medo em que a sociedade se encontra é em decorrência da falta de estrutura das famílias e confronto entre a polícia e a Justiça.
“Neste ano já realizamos duas mil prisões e não foram dois mil bandidos diferentes presos. A polícia está ficando ‘viciada’ em prender sempre as mesmas pessoas e a Justiça soltar. Temos que falar a mesma língua”, explicou o secretário.
Crítica ao ECA
Robert Rios também teceu críticas ao Estatuto Criança e ao Adolescente. “O Estatuto é uma porcaria que não serve para coisa nenhuma. Ele estipula detenção máxima de 3 anos de medida educativa e não garante nem prisão nem a ressocialização de ninguém”, disse.
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