Síndrome de Burnout passa a ser categorizado como doença do trabalho pela OMS
- A Organização Mundial da Saúde oficializou em primeiro de janeiro de 2022 a Síndrome de Burnout como doença ocupacional, reconhecendo o estresse crônico decorrente da rotina laboral como um problema de saúde pública grave.
- Dados da healthtech Pebmed indicam que a pandemia de Covid-19 intensificou o quadro, atingindo 78% dos profissionais de saúde, com altos índices de exaustão emocional entre médicos, enfermeiros e técnicos durante o período crítico.
- Especialistas alertam que o esgotamento não tratado reduz a produtividade e pode evoluir para quadros severos de depressão, exigindo que empresas monitorem o clima organizacional e ofereçam suporte psicológico adequado aos seus colaboradores.
Desde o dia 1º de janeiro de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a definir a Síndrome de Burnout, ou síndrome do estresse crônico, como uma doença ocupacional, isto é, relacionada ao estresse da rotina de trabalho. De acordo com a Pebmed, uma healthtech que provê ferramentas e conteúdo para médicos, o Burnout foi bastante expressivo durante a pandemia, quando 78% dos profissionais da saúde tiveram sinais da síndrome. Desta forma, psicólogos alertam para a compreensão e tratamento desse nível de estresse.
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A psicóloga Dayane Arrais explica que a condição para se definir o Burnout está relacionada diretamente aos sentimentos desenvolvidos com e na rotina laboral, resultando em baixo rendimento e exaustão emocional.
“Esse estresse crônico de trabalho, quando não é administrado corretamente, pode desencadear em situações extremas, desde a sensação de esgotamento, passando pelos sentimentos negativos em relação ao trabalho como um todo, indo até a redução de produtividade e apatia. Pode ser que esse excesso despersonalize o indivíduo, fazendo que haja um ‘desligamento’ do próprio corpo, chegando no ápice com a depressão”, pontuou Dayane.

O quadro da síndrome pode ter sido ainda mais prejudicial aos profissionais da saúde, como os médicos e enfermeiros, durante o período crítico da pandemia do Coronavírus, em 2020. A healthtech Pebmed revelou que, durante o crescimento das hospitalizações por Covid-19, o Burnout foi citado por 79% dos médicos, 74% de enfermeiros e até 64% dos técnicos de enfermagem.
Dayane reforça que as empresas e contratantes de profissionais que trabalham com operações mais intensas devem avaliar e acompanhar os casos de perto.
“Sem dúvidas, os empregadores precisam compreender que a saúde e bem-estar do seu funcionário está diretamente ligada à produtividade. Claro, em casos extremos, como o dos atendimentos durante o ‘boom’ do coronavírus, é algo atípico. Mas o clima laboral precisa ter uma constante avaliação, para que casos de estresse e exaustão física ou psicológica não sejam a definição de todo o ambiente. Por isso, o RH ou psicólogo da empresa devem estar atentos para que seja avaliado e, se for o caso, indicado os tratamentos oportunos”, finalizou a psicóloga.
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