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Casal denuncia agressão física no Hospital Regional de Picos

Segundo as vítimas, o agressor é segurança [porteiro] na referida unidade de saúde.

Um casal, identificados pelos nomes de Gabriela Fontes Gomes e Marcondes Ferreira Alves, foram vítimas de agressão vindas da parte de um segurança do Hospital Regional Justino Luz de Picos, no último domingo, enquanto a paciente aguardava atendimento médico.

De acordo com informações da paciente, ela estava com febre, dor no corpo e na cabeça, além de muita fraqueza, o que fez com que procurasse atendimento médico na referida unidade de saúde. Seu esposo esteve o tempo todo como seu acompanhante, visto sua debilidade.

“Passei pela triagem, mas no momento não estava com febre porque havia tomado remédio antes de sair de casa. Fui encaminhada para a ala Covid. Lá o segurança pediu que o esposo saísse do local. Ele alegou que não sairia porque eu estava muito fraca e precisaria dele. O segurança perguntou se ele se responsabilizaria caso contraísse a Covid, e meu esposo disse que sim, só não iria me deixar só”, contou a paciente.

Áudio da paciente onde denuncia agressões no Hospital Regional de Picos

Gabriela Fontes disse que, minutos depois, chegaram algumas enfermeiras em tom agressivo, ordenando que Marcondes se retirasse do local, mas, mais um vez, ele recusou-se a deixar sua esposa sozinha no estado em que se encontrava.

“Juntaram outras pessoas e falaram em tom alterado. Meu esposo pediu para que as enfermeiras tivessem respeito pelos pacientes que ali estavam. O que eles [equipe de saúde] fazem ali com a gente não é humano. Eles tratam a gente como cachorros. Nesse momento, as enfermeiras chamaram outro segurança, que já veio alterado de onde estava. Ele já chegou mandando meu esposo levantar e Marcondes, mais uma vez, se responsabilizou em ficar comigo, caso contraísse Covid”, disse ela.

A paciente relatou que, neste momento, o segurança iniciou as agressões físicas, dando um tapa em seu marido, que chegou a derrubar o aparelho celular que estava em suas mãos e, com isso, o mesmo quebrou a tela. Os documentos que estavam dentro da capinha do celular se perderam com o tumulto.

“Após o tapa na mão, ele veio com a mão fechada para dar um soco em meu esposo, mas acertou foi em minha testa. Eles “cobriram” meu esposo, retirando ele à força. E eu fiquei sentada, atordoada e só conseguia chorar. Na hora machucou muito minha testa e até meu olho. Eu já estava naquela situação, muito mal, e aí fiquei pior ainda. Peguei o celular do chão e não consegui achar meus documentos que estavam na capinha”, relatou a paciente atordoada.

Gabriela disse que, neste momento, seu esposo dirigiu-se à delegacia para realizar um Boletim de Ocorrência. Enquanto Marcondes esteve fora, um outro homem, de farda azul, aproximou-se da paciente e disse que ela havia apanhado por sua própria culpa, pois não havia pedido para que seu esposo se retirasse do local.

“Ele ainda completou dizendo que se a gente não gostasse do atendimento do regional, que procurasse outro hospital. Eu falei que pago impostos para usar hospital público. Saí de lá sem atendimento, passando mal, pior do que entrei, e transtornada porque me disseram que ele [o segurança] estava com minha ficha, procurando meu endereço, dizendo que sabia meu nome e onde eu morava”, disse temerosa.

A paciente agredida informou que procurará todas as medidas cabíveis e não vai deixar que seu caso seja mais um dos inúmeros que “passam batido”. Enquanto eu estava lá fora, ouvi que outro paciente estava passando por uma situação de confusão lá dentro também.

O Portal RiachãoNet entrou em contato com o esposo da vítima, o senhor Marcondes, e ele relatou que prestou depoimento na delegacia, realizou o Boletim de Ocorrência e que sua esposa passou por exame de corpo de delito ontem e hoje terá uma conversa com o seu advogado para entrar com uma ação judicial.

O Hospital Regional Justino Luz emitiu a seguinte nota de esclarecimento:

Sobre o fluxo de atendimentos em decorrência do novo surto de epidemia de influenza na nossa região de Picos, pacientes com síndromes gripais dão entrada pelo setor COVID/Síndrome respiratórias agudas, local esse que não permite acompanhante desde o início da pandemia do COVID-19 e que, portanto tais fluxos precisam ser respeitados pelos pacientes e familiares. A instituição preza pelo cuidado aos nossos doentes e ao mesmo tempo repudia qualquer tentativa de violação das regras da instituição bem como do desrespeito aos profissionais de saúde e ao silêncio necessário em um ambiente de internação hospitalar. Reitera-se também que o caso será levado ao jurídico do hospital para investigação e elucidação completa do caso, prezando sempre pela transparência à sociedade desta instituição que salva várias vidas todos os dias da população de Picos e macrorregião.

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