Gestor do FUMIPI é convocado para prestar esclarecimento sobre arrecadação
- O vereador Hugo Victor apresentou requerimento na Câmara Municipal de Picos exigindo que o secretário de administração e gestor do FUMIPI, Francisco de Assis Batista Portela, preste esclarecimentos oficiais sobre a arrecadação financeira do órgão responsável pela iluminação pública.
- Durante entrevista concedida ao portal RiachãoNet, o gestor esclareceu que os repasses da taxa de iluminação pública pela Eletrobrás iniciaram em junho de 2011, totalizando uma arrecadação mensal estimada em cento e quarenta mil reais.
- O administrador destacou que grande parte da receita é consumida com despesas operacionais e folha de pagamento, restando cerca de setenta mil reais mensais para investimentos, valor complementado por um processo licitatório de duzentos mil reais para compra de materiais.

Consta no boletim informativo da Câmara Municipal de Picos um requerimento do vereador Hugo Victor (PMDB) que solicita o comparecimento do secretário de administração e gestor do FUMIPI – Fundo Municipal de Iluminação Pública, Francisco de Assis Batista Portela, para prestar esclarecimentos sobre a arrecadação desse órgão.
Instituído em maio de 2011, após aprovação do projeto pelos vereadores, em entrevista ao RiachãoNet, Cizim informou que a arrecadação teria começado de fato apenas no mês de junho, quando a Eletrobrás passou a fazer o repasse da taxa de iluminação pública.
O gestor informa que a primeira arrecadação teria sido de R$ 54 mil. “Foi a devolução que foi feita a todos os contribuintes que teriam sido prejudicados com a lei do mês de junho, mas a verdade é que em 22 de junho começou a entrar a primeira remessa mensal”, explicou.
Embora enfatize que não é o gestor da iluminação púbica, mas dos recursos, Cizim informou que o órgão já está abrindo um processo de licitação de R$ 200 mil para aquisição de lâmpadas e reatores de energia.
“Não podemos modificar tudo em tão pouco tempo, até porque Picos é uma cidade muito grande, com problemas de longas datas e é do conhecimento de todos que anteriormente tínhamos 10% da cidade iluminada, hoje 90% é iluminada, hoje Picos é conhecida como uma cidade luz”, comentou.
Cizim explica que os recursos arrecadados não são suficientes para a devida administração da iluminação pública. “A taxa de iluminação está hoje em torno de R$ 140 mil, mas nós a despesa com consultoria, com funcionários, com os eletricistas, e quando sobra para realmente investir é em torno de R$ 70 mil por mês”, explicou.
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