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Governo nega audiência a bispos do Piauí para tratar da seca

Outro dia, nas comemorações do histórico 24 de janeiro, na primeira capital, o bispo de Oeiras, dom Juarez Sousa, leu para o governador Wilson Martins um manifesto sobre impacto cruel da seca no semiárido. Foi um pronunciamento duro, no qual o bispo relatou as desgraças advindas da estiagem e reclamava da falta de ação governamental para minorar os efeitos do problema.

Agora, é o arcebispo metropolitano de Teresina, dom Jacinto Brito, faz uma nova crítica ao governo: em entrevista à Teresina FM, ele revelou que uma audiência solicitada ao Palácio de Karnak, pela Igreja Católica, foi confirmada, suspensa e depois jogada ao esquecimento. Não deram mais nem satisfação aos bispos.

Rebanho morre de fome e sede
Rebanho morre de fome e sede

O arcebispo não escondeu seu desapontamento com o governo e lembrou que, em setembro do ano passado, visitou as áreas mais castigadas pela seca, juntamente com bispos e padres da região. Ele disse que retornou à capital pesaroso com o que viu no semiárido. E, de lá para cá, a situação só se agravou.

O arcebispo de Teresina acredita que talvez não tenha havido mais retorno sobre a audiência agendada com o governador Wilson Martins por conta da antecipação da campanha eleitoral, que vem tomando todo o tempo do governante. Mas ele enfatizou que não estava jogando pedra, apenas relatando um fato que angustia a igreja e todo o povo.

Dom Jacinto explicou que, na audiência com o governador, não queria nada além de fazer um relato do que viu e ouviu nos municípios que visitou, para que, juntos, Governo e Igreja, buscassem uma saída prática, ao alcance dos poderes locais. Dom Jacinto ponderou que sozinho o governo não resolverá o problema da seca, nem a igreja.

Mas ele ressaltou que a estiagem não é uma fatalidade. Trata-se de um fenômeno previsível, com inúmeras possibilidades de ser enfrentado sem que seja exigido tanto sacrifício da população e dos rebanhos afetados. Em maio do ano passado, o governador recebeu os bispos piauienses para tratar da seca.

Zózimo Tavares – Diário do Povo

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