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Grupo do Whatsapp aproxima e auxilia mães de 1ª viagem

Quem disse que o Whatsapp serve apenas para marcar aquele encontro com o paquera ou o happy hour com os amigos? Em Teresina, um grupo do aplicativo reúne mães dispostas a buscar ajuda sobre a gestação. É o Mãezoca, onde cerca de 60 mulheres compartilham dúvidas, alegrias, preocupações e conquistas delas próprias e dos filhos.

O Mãezoca é uma iniciativa da fisioterapeuta e doula Kalynny Matos, mãe do pequeno e inquieto Itamar Neto, de um ano e nove meses. “A ideia foi minha e surgiu como uma forma de dar apoio e trocar experiências”, conta a especialista em saúde da mulher, que acrescenta que a maior parte das integrantes do grupo são mães de primeira viagem.

O Mãezoca é uma iniciativa da fisioterapeuta e doula Kalynny Matos, mãe do pequeno e inquieto Itamar Neto
O Mãezoca é uma iniciativa da fisioterapeuta e doula Kalynny Matos, mãe do pequeno e inquieto Itamar Neto

Silvânia Rocha é uma delas. Mãe de Júlia, de um ano e cinco meses, ela lembra bem do quanto as “mãezocas” contribuíram com a sua gestação.

“É um contato muito intenso”, diz. A maior prova do apoio a ela foi dada quando apresentou fissuras na mama ocasionadas pela amamentação. Preocupada, ela recorreu ao grupo para encontrar uma solução para seu problema. “Imediatamente, elas me disseram que pomada usar e onde encontrar”, comenta.

Outra mãe de primeira viagem é Ana Patrícia. Para ter Nina, que hoje tem quatro meses, ela recorreu às Mãezocas e admite que se surpreendeu. “No começo, eu nem queria fazer parte. Sou uma mãe meio neurótica. Pensava que ficaria desesperada quando visse algumas mães compartilhando problemas com os filhos. Mas aconteceu exatamente o contrário. Você tira dúvidas e compartilha tudo”, destaca.

Quando Ana Patrícia diz tudo, ela não está exagerando. Nos cinco grupos do Mãezoca no Whatsapp (as mães se dividem de acordo com o desenvolvimento da gestação e da idade das crianças), as conversas vão desde aquele remédio para sarar as fissuras na mama até o melhor colégio para iniciar a vida letiva.

Com um contato tão intenso, é natural que as companhias virtuais se transformem em amizades reais e as conversas no aplicativo se transportem para encontros onde se vê pessoas de carne e osso. Neste fim de semana especial, elas prometem se reunir para celebrar o Dia das Mães.

Com um contato tão intenso, também é difícil controlar o “ciuminho” de algum pai. Quem conta é Silvânia. “Uma vez, meu marido reclamou: ‘Silvânia, tem que ter foco e deixar o Mãezoca um pouco de mão. Às vezes você compartilha coisas primeiro com elas e só depois comigo”, diverte-se.

Três anos após dar início ao Mãezoca, Kalinny se orgulha da rede de apoio entre mães que ajudou a construir. “No começo, imaginei uma coisa para me ajudar, para me preparar para o meu primeiro filho. No fim, eu vi que o benefício se tornou muito maior do que eu pensava”.

Por Flávio Meireles
Fotos: Wilson Filho

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