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Jovem morto em Brasília por ex-militar da Aeronáutica é piauiense

Francisco, 41 anos, foi assassinado nessa quarta (12/06/2019) por Juenil Queiroz, 56, militar reformado da FAB. Os familiares pedem justiça

A  artesã Francisca Naíde de Oliveira Queiroz, de 57 anos, assassinada pelo sargento da reserva da Aeronáutica Juenil Bonfim de Queiroz, chegou a ter medidas protetivas contra o marido, após uma agressão no ano passado. Em janeiro deste ano, porém, ela pediu a revogação das restrições em uma tentativa de se reconciliar.

Na quarta (12), o casamento de 32 anos terminou em tragédia. Juenil Queiroz matou a esposa e o ex-vizinho, o piauiense  Francisco de Assis Pereira da Silva, no apartamento onde o casal morava, no Cruzeiro. O militar suspeitava que Francisca tinha um caso com o amigo que, na verdade, era casado com um outro homem há cinco anos.

Francisco de Assis
Francisco de Assis

Francisca pediu proteção à Justiça em outubro de 2018. À ocasião, o marido teria agredido a esposa e jogado o celular dela no chão. Por conta do impacto, o aparelho quebrou.

VEJA VÍDEO COM AS IMAGENS (Cenas fortes)

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, uma ocorrência foi registrada na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).

Juenil Bonfim de Queiroz confessou o crime ao ser presoFacebook/Reprodução
Juenil Bonfim de Queiroz confessou o crime ao ser presoFacebook/Reprodução

O inquérito foi concluído em março passado e enviado à Justiça, que tornou o militar réu pelos crimes de injúria, dano e vias de fato.

Em abril, Francisca desistiu do processo contra o marido. Durante uma audiência, ela afirmou não ter interesse em oferecer queixa-crime contra Juenil Queiroz.

Disse ainda ao juiz que tinha reatado o relacionamento com o sargento da reserva, que ele havia dado a ela um celular novo e que o casal estava fazendo acompanhamento psicológico.

O Ministério Público do DF (MPDF) propôs um acordo ao militar. Se ele prestasse 20 horas de serviços à comunidade não teria que responder a ação penal pelos crime. A proposta foi aceita pelo réu e o caso, arquivado.

Na noite da última quarta-feira, ao chegarem no prédio onde moravam, Juenil Queiroz e Francisca Naíde encontraram Francisco de Assis Pereira da Silva, o ex-vizinho de quem o militar tinha ciúmes. Francisco estava com o companheiro, Marcelo Brito, com quem mantinha uma relação homoafetiva.

O corpo de Francisco de Assis chegou na tarde de sexta-feira (14) em Teresina para sepultamento.

Os dois tinham ido visitar amigas que moravam no mesmo prédio onde eles haviam residido por dois anos. O sargento da reserva da Aeronáutica chamou Francisco para conversar no apartamento onde morava com a mulher.

Lá, teve início uma discussão que acabou com a morte de Francisco e de Francisca. Marcelo, que também estava no apartamento, gravou o momento do crime.

Juenil Bonfim disse que “matar ou morrer, tanto faz.

Nas imagens, o militar diz que sabe que a esposa e Francisco têm um caso e que “quer esclarecer a traição.” Em um determinado momento, o militar diz que “matar ou morrer, tanto faz.”

Marcelo, companheiro de Francisco, pede calma durante todo o tempo e diz “que não houve isso”. Queiroz fala que tem imagens de encontros entre a esposa e o ex-vizinho.

Francisco de Assis pede ao companheiro que avise aos pais dele de “qualquer coisa”.

“Seu Queiroz, ele não fez isso. Eu ponho minha mão no fogo”, diz Marcelo.

O militar continua afirmando que os dois tiveram um caso e que não vai perdoar. Francisca tenta pegar o celular para também gravar e Juenil ameaça a esposa.

“Se você pegar esse telefone, você morre agora.”

É possível ouvir Francisco chorando ao fundo. O militar pergunta se ele vai assumir o suposto relacionamento e a vítima afirma que não fez nada.

Em um determinado momento, é possível perceber que Juenil Queiroz pega uma arma e começa a carregá-la. O barulho das balas é ouvido na gravação.

Meio Norte

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