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Monise Borges participa da 8ª Bienal da UNE em Recife

[ad#336×280]O espaço Jackson do Pandeiro é, sem dúvida, um dos melhores espaços da Bienal da UNE. Não só por homenagear um dos mais importantes músicos da história do Brasil,  nem por ser o único ambiente do festival de frente para praia. Ele é especial porque abriga a nata estudantil que toca, inventa e produz música. É aquela famosa garagem barulhenta que existe na cultura da música alternativa do país.

A curadoria de música selecionou doze bandas e artistas. A sugestão inicial era a de existir um diálogo com o tema da 8ª Bienal da UNE, que homenageia Luiz Gonzaga e a cultura nordestina. Porém, não houve critério específico para a seleção das músicas. Há espaço para tudo, todos os  sons e estilos.

“Procuramos explorar as regionalidades de cada banda, além de diversificar o conteúdo pela inovação e a criatividade. Tem rap, violão do Piauí, viola de Manaus e até forró esfereográfico’, avaliou o coordenador da área de música da Bienal, o rapper Durango Kid, vulgo Marcelo Moraes.

Cantora picoense Monise Borges
Cantora picoense Monise Borges

Era possível identificar esses elementos logo no primeiro dia da mostra,  na última quarta-feira (23/01). Quem abriu o “espetáculo de garagem estudantil” foi Monise Borges, uma piauiense sabida de cordas. Ela tocou toda a cultura do Piauí em três dedilhadas e emocionou os ouvintes presentes.

O Coletivo Kahlo também deu um show a parte. Eles são estudantes da UNILA, na Foz do Iguaçu, e apresentaram um conceito bem inovador, com projeções em tela e intervenção poética durante a apresentação.

“O legal da mostra não é só apresentar o conteúdo musical das universidades, mas perceber que podemos integrar todo esse cenário. Os artistas curtiram o show um dos outros, conversaram, deram dicas. Por mais que os estilos sejam diferentes, rolou uma conexão entre as bandas”, ressaltou Durango Kid.

Na abertura da mostra, também houve apresentações das banda Guerreiros Revolucionários, com um reggae nervoso, e Diagnóstico Urbano, um rap misturado com rock e funk, com a proposta de discutir a sociedade vigente.

Da Amazônia para o Brasil

Dois estudantes vieram bem de longe para se apresentar no segundo dia da mostra. Jean Cunha e Daniela Nascimento estudam na Faculdade Salesiana Dom Bosco, em Manaus, e possuem um trabalho paralelo com a música já há quatro anos. Eles foram os vencedores do Festival do Amazonas de Música ano passado, promovida pela Secretaria de Cultura do estado.  A música que levou a vitória para os estudantes foi a mesma que os trouxe para a Bienal: Sonhos em Palha.

“ Acho que fomos selecionados porque a música carrega um regionalismo muito grande. O apego à cultura deve ter chamado a atenção. No Festival do Amazonas, por exemplo, ganhamos o título de melhor letra estudantil exatamente por existir uma espécie ode à cidade”, concluiu Daniela.

Os dois estudantes nunca tiveram contato com o movimento estudantil, mas estão aproveitando a vinda para a Bienal: “Não tínhamos noção que a UNE fazia algo desse porte. Todos os estudantes deveriam conhecer e participar do festival. Volto com outro conceito sobre movimento estudantil”, disse Cunha.

Nessa quinta-feira, outras duas bandas também se apresentaram: Ras Felipe e China, com dub estourando na caixa, e Carta na Manga, que mistura rap com samba.

Com informações da ASCOM UNE

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