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Parnahyba 4 x 1 Oeirense e demissão de Marcelinho Paraíba: uma tragédia que anunciei faz tempo

O cachorro Louco foi batido facilmente no litoral e o badalado treinador não suportou a pressão após mais um resultado negativo.

Pelo Jornalista Esportivo do Riachão Net
Leo Leal

Antes do Campeonato começar, muita gente ficou vislumbrada com a chegada de Marcelinho em Oeiras, mas estavam esquecendo que ele não vinha para jogar e sim para treinar. Ressaltei em um texto meu que você pode ver nesse link, que o ex grande jogador era uma escolha arriscada, não disse mais coisa logo de cara, porque eu quis ser cauteloso.

Chegou o começo dos treinos e eu fiquei impressionado com uma coisa: nenhum jogador dos onze titulares do Oeirense do título da série B permaneceu, um dos maiores times que eu vi jogar em uma segunda divisão de Piauiense. Minha desconfiança aumentou. Se você, meu leitor, não acompanha o dia a dia dos clubes aqui no Piauí, vou te explicar como é: o técnico aqui, na grande maioria das vezes, já vem com uma base de jogadores montada, então, não dá para errar com treinador, porque além de tática, ele também tem que conhecer jogadores bons, ser formador de elenco… O time se montou para iniciar os trabalhos, claramente mais fraco do que o time da série B, sendo que era para ser o contrário. Só pra ilustrar isso, nos últimos jogos, tinha atleta que só compunha a equipe no ano passado, que está jogando com a numeração mais pesada do time.

Foram 4 jogos fracos e um “melhorzinho” contra o Altos, onde a equipe ainda terminou derrotada. A torcida já levantava a hashtag no Instagram #foramarcelinho, pedia reforços, mas o diretoria preferiu esperar mais um jogo. Aí veio o pior, uma goleada dolorosa de 4 a 1 para o time do Parnahyba que nem é lá essas coisas e antes do jogo estava na zona de rebaixamento.

Marcelinho Paraíba foi um grande jogador, mas não começa bem sua carreira como técnico. Foto: Arthur Ribeiro/GE

No revés de hoje, ficou claro também, a falta de experiência do treinador e vários jogadores que não estão acostumados a jogar Campeonato Piauiense. Sou muito jovem e ainda estou começando ainda minha carreira, mas já rodo já há muitos anos cobrindo estadual. Já fui em todos os estádios dos times que jogam o certame esse ano. E para mim, a equipe que mais faz mais valer o fator casa, onde a torcida mais pressiona, é no Pedro Alelaf, também chamado de “Piscinão do Tubarão”. Me lembro que uma vez, até nós, da imprensa de Picos, viemos embora de lá a pedradas arremessadas pelos adeptos… No ano passado, o SEP começou a campanha do rebaixamento lá sendo derrotado, num jogo onde o tubarão estava desfalcado e não tinha nem inscrito os principais jogadores. O comandante e os jogadores do Oeirense pareciam não saber desse força, quando começaram o jogo querendo jogar para cima. Não deu outra: 1,2, e depois com mexidas que são ofensivas no papel, mas desorganizadas na prática, 3 e 4. Teve ainda um gol de honra, mas não dava mais tempo de fazer muita coisa.

Ao final do jogo, foi comunicada a saída do treinador e alguns jogadores devem ser mandados embora. Não fico feliz com isso. Queria que o Oeirense estivesse bem e nossa região estivesse no G-4, mas essa tragédia já era anunciada não só por mim, mas por grande parte da opinião esportiva do estado. Me lembro de uma publicação que vi no Instagram do meu colega Everardo Torres, que destacava as seguintes aspas do iniciante treinador: “estou chegando para estagiar no Oeirense”.
Não preciso falar mais nada.

Agora, é repensar o planejamento e não errar mais. São poucas rodadas, mas pela estrutura e investimento que o time tem, dá para evitar pelo menos a queda para a segunda divisão. A realidade hoje, infelizmente, é essa.

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