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Piauí confirma 1º caso de varíola dos macacos

O paciente é um homem de 46 anos, de Batalha, no Norte do estado, que teve contato com pessoas que estiveram fora do Brasil e apresentou os sintomas em 3 de julho.

O Piauí confirmou, nesta quinta-feira (4), o primeiro caso de varíola dos macacos, a monkeypox. O paciente é um homem de 46 anos, de Batalha, no Norte do estado, que teve contato com pessoas que estiveram fora do Brasil e apresentou os sintomas em 3 de julho. Ele cumpriu isolamento de 21 dias, já está recuperado dos sintomas e não teve sequelas. O estado ainda tem cinco casos em investigação.

“Já informamos ao paciente, entramos em contato com a vigilância da cidade. Ele teve contato com pessoas que estiveram no estrangeiro, e o sistema de vigilância nacional foi comunicado para todo o estudo de vínculo epidemiológico”, Herlon Guimarães, superintendente de atenção à saúde da Sesapi.

Ele destacou que as outras pessoas da cidade com as quais o paciente teve contato já foram visitadas e não apresentaram qualquer sintoma. Ele orientou as pessoas para que, a qualquer sintoma, uma unidade de saúde seja procurada.

Neste caso, segundo o superintendente, o paciente e os contatos dele cumpriram 21 dias de isolamento e já estão liberados, sem risco para outras pessoas.

Cinco casos sob investigação

Ao todo, o estado teve nove casos notificados, um confirmado e cinco sob investigação, em quatro municípios, um deles é um idoso que está internado em Parnaíba.

As cidades com casos notificados foram Parnaíba (dois casos), Esperantina, União, Curralinhos, Hugo Napoleão, Batalha(caso confirmado) e Teresina. Dos nove casos notificados, três foram descartados.

Herlon destacou que os casos necessitam de exames principalmente porque a doença se assemelha bastante à varicela (catapora). Assim, os pacientes precisam passar por três exames: de sangue, da coleta de pus ou líquido das bolhas formadas e da crosta da bolha na pele.

“Quando o município colhe, encaminha ao Lacen, que faz o diagnóstico da sífilis ou herpes pelo sangue, e encaminha as outras duas amostras da pústula e crosta, para o diagnóstico fora do Piauí”, explicou Amélia Costa, coordenadora de epidemiologia da Sesapi.

Vigilância nas fronteiras

Amélia Costa informou ainda que alguns municípios do Piauí fazem fronteira com estados como Ceará, Bahia e Pernambuco, que já possuem casos confirmados da doença. Por este motivo, essas cidades devem reforçar a vigilância.

“Uma das coisas que a gente observa é a história do vínculo epidemiológico. Na hora que nos deparamos com um caso suspeito, nós procuramos se a pessoa teve visita, se viajou para outro estado, quanto tempo passou, porque aí você vai ter que estabelecer a avaliação do contato em casa, porque, se ele está em casa convivendo com as pessoas, provavelmente, alguém pode se contaminar”, afirmou.

Transmissão e prevenção

Ela destacou que a transmissão acontece principalmente por contato sexual, porque o contágio acontece pelo contato direto com as feridas de alguém infectado. A relação sexual, como onde há fricção pele a pele, tem se mostrado como uma das fontes de contágio mais frequentes.

Mas esse vírus também pode ser passado por meio de gotículas de saliva ou através de objetos contaminados, como louças, toalhas e lençóis.

A média de incubação, ou o tempo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas, foi de sete dias. Mas alguns indivíduos demoraram de três a até 20 dias para ter as primeiras manifestações do monkeypox. A recomendação, então, é de 21 dias de isolamento para casos suspeitos.

A principal forma de evitar a transmissão a outras pessoas é ficar atento aos sintomas e buscar a avaliação médica se eles aparecerem.

Sintomas

A respeito dos sintomas, um estudo da Universidade Queen Mary de Londres mostrou que 95% dos infectados em um estudo feito pela apresentaram irritação na pele (dois terços tinham menos de dez lesões).

Em 73% dos participantes, o local de aparecimento das feridas foi a região do ânus e dos genitais, enquanto 41% possuíam irritações na mucosa da boca.

Entre os sintomas gerais, 62% dos pacientes tiveram febre. Outros sinais comuns foram inchaços dos linfonodos ou “ínguas” (apareceu em 56% dos participantes), letargia (41%), dor muscular (31%) e dor de cabeça (27%).

Fonte: G1 PI

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