Policiais militares são expulsos da corporação após irregularidades
- A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí expulsou pelo menos cinco agentes em 2013 devido a crimes e desvios de função, além de instaurar mais de 700 processos administrativos contra suspeitos de irregularidades na corporação.
- Com um efetivo de aproximadamente seis mil homens, a instituição enfrenta um cenário preocupante onde mais de dez por cento dos policiais respondem a procedimentos disciplinares, evidenciando graves falhas no controle interno e na conduta profissional.
- Um inquérito militar foi aberto em maio para investigar o uso indevido de uma viatura do Programa Ronda Cidadão flagrada deixando um estudante na escola, conduta repudiada pela Ordem dos Advogados do Brasil e passível de punição agravada.
[ad#336×280]Pelo menos cinco policiais militares foram expulsos da corporação no Piauí somente no ano de 2013 sob acusação de vários crimes ou de desvio de função. Conforme a própria corregedoria da Polícia Militar, foram abertos mais de 700 processos administrativos contra policiais suspeitos de envolvimento em irregularidades.
Levando em consideração esse número com o efetivo da Polícia Militar, que é de aproximadamente 6 mil policiais, conclui-se que mais de 10% da corporação responde a processos na corregedoria. Existem 778 tipos de punições aos militares, sendo as mais comuns a detenção e os Procedimentos Administrativos Disciplinares (PAD).

Para quem já sofreu algum tipo de ameaça por parte de um policial a sensação é de insegurança. Na cidade de Picos, Sul do Piauí, um cinegrafista amador flagrou uma viatura do Programa Ronda Cidadão da Polícia Militar na porta de uma escola e o militar que estava no carro desceu para deixar o filho na escola saindo em seguida. Por conta desse episódio, ocorrido no fim do mês de maio, a Corregedoria da PM instaurou um inquérito militar para investigar o fato.
Segundo o membro da comissão de segurança pública da Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí, Igor Cavalcante, um carro oficial não deve ser usado para fins particulares. “Como é um bem público a viatura deve ser usada para atender ocorrências policiais ou serviços públicos da população. A Ordem está atenta a estes fatos e vai cobrar uma resposta aos órgãos competentes”, informou Igor.
Sobre o caso, o corregedor adjunto da Polícia Militar do Piauí, coronel Ricardo Ferreira, confirmou que o desvio de responsabilidades já está sendo investigado. “Se chegarmos a conclusão que o policial denegriu a imagem da nossa corporação a sua punição poderá ser agravada, mas já estamos apurando o caso”, informou o coronel Ricardo.
Fonte: G1 _pI
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