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Praça Félix Pacheco: Uma nova história está sendo construída

O espaço deve passar por uma grande transformação.

Quem passa pelo centro da cidade de Picos, pode notar que a Praça Félix Pacheco está em obras. O espaço deve passar por uma grande transformação. No entanto, existe dúvidas por parte da população acerca do projeto de obras daquele espaço. Para entender o plano atual, faremos uma breve viagem no tempo, quando a Praça Félix Pacheco teve a sua primeira inauguração em 1942, pelo prefeito Adalberto de Moura Santos.

Segundo Remédios Maia, nascida em Picos e moradora da cidade por quase 80 anos, a praça era um ponto de encontro de todos os picoenses e até turistas que circulavam pela cidade. O espaço era conhecido por ser o cartão-postal de Picos. “Essa praça era tão bonita, a beleza dela era tão grande que toda fotografia que você via aqui em Picos, era na praça”, conta.

Praça Félix Pacheco em 1942 – Foto acervo de Cristina Varão concedida por Oneide Rocha

Conhecida pela sua beleza, não tinha outro lugar melhor na cidade para passeios, brincadeiras, danças e até mesmo para os famosos flertes. Isso mesmo! A Praça Félix Pacheco era também um ponto para formar novos casais. “A praça era um calçadão, nesse calçadão era onde toda a sociedade andava. Para cima e para baixo. Daquele lado da rua eram os bares. Os homens ali ficavam conversando e as moças do lado da praça não deixavam de paquerar com eles. Existia uma particularidade, quando eles chegavam perto da moça, a gente só dizia que o namoro era oficializado depois que ele desse uma cantada e entrava para o centro da praça”, ressalta.

Moradores da cidade de Picos posam na Praça Félix Pacheco – Foto acervo de Cristina Varão concedida por Oneide Rocha

Os depoimentos de turistas relatados em livros como Picos Verdes Mares de Renato Duarte (1991), garantiam que no Nordeste brasileiro, não se existia praça mais movimentada e mais colorida do que a Praça Félix Pacheco.

Família no coreto que ficava no centro da praça – Foto acervo de Cristina Varão concedida por Oneide Rocha
Praça Félix Pacheco vista do morro da Aerolândia – Foto acervo de Cristina Varão concedida por Oneide Rocha

O ponto principal do espaço, era o coreto, que ficava no centro da praça. Durante os domingos, a Banda Municipal de Música tocava valsas e dobrados movimentando a cidade. “Todo domingo tinha uma retreta. A gente ficava dançando no lado de fora do coreto. As dançarinas de Picos aprendiam a dançar na praça. E assim, a gente vivia” pontua Remédios Maia.

Pessoas no interior do coreto – Foto acervo do Museu Ozildo Albano

No entanto, ao passar dos anos, a praça foi sendo modificada por várias gestões que estiveram no município. O coreto já não existe mais. As luminárias foram retiradas. Algumas árvores nativas da região foram substituídas por árvores exóticas. Os canteiros baixos também foram modificados e até o espaço foi minimizado.

Foto do acervo de Cristina Varão concedida por Oneide Rocha

A Prefeitura Municipal de Picos pretende preservar a cultura da nossa cidade. Para isso, o projeto atual da Praça Félix Pacheco, tem o objetivo de retomar o plano da década de 40. Segundo o arquiteto responsável pela planta da praça, Plínio Campos, o projeto é uma busca do formato original do espaço. “A restauração está sendo realizada com base em arquivos e fotos da época. Se tornando uma reconstrução devido ao estado atual da praça. O projeto arquitetônico devolve o antigo traçado com seus canteiros sinuosos que converge ao núcleo onde estava o coreto” explica o arquiteto.

Projeto em 3D da Praça Félix Pacheco

Sobre a arborização da praça, foi retirada algumas árvores exóticas como o Nim Indiano e Castanholas. No lugar delas, serão replantadas árvores nativas da região. A área verde terá um aumento em 30%. Totalizando 80 árvores na praça Félix Pacheco. “Foi dado ênfase a vegetação nativa da região. Com árvores de médio e grande porte.  Estamos garantindo também espécies que possuem floração durante todo o ano. Como os Ipês, Flamboyant e Jacarandá” conta Plínio Campos.

“Foi feito um resgate do elemento água que existia na praça. Como os postos de abastecimento para irrigação da praça. Foi devolvido da mesma forma com a função de chafariz”, finaliza.

Além disso, o espaço da praça terá um aumento no seu tamanho, devolvendo o formato original de 1942.

Por Paloma Alencar- CCOM

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