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Rodízio de uso das águas das barragens no Piauí começa por Bocaina

[ad#336×280]Por causa dos três anos de seca, a Ana (Agência Nacional das Águas) e o DNOCS (Departamento Nacional das Obras Contra a Seca) vão se reunir no dia 5 de novembro para iniciar pela Barragem de Bocaina, no município de Bocaina, no sul do Piauí, um sistema de rodízio para o uso das águas das barragens em todo o Nordeste.

O superintendente regional do DNOCS no Piauí, José Carvalho Rufino, afirmou que o rodízio no uso das águas da barragem de Bocaina significa que um dia uma parte da população tem direito ao uso de suas águas; no outro dia, outra parte dos habitantes terão acesso à água; e no terceiro dia os outros moradores das cidades da região atendidas pela barragem serão beneficiadas com a água.

Barragem de Bocaina (Foto:Kalberto Rodrigues/PK)
Barragem de Bocaina (Foto:Kalberto Rodrigues/PK)

José Carvalho Rufino disse que a restrição e rodízio do uso da água da barragem de Bocaina serão usados pela Ana como experiência-piloto para medidas semelhantes no uso das águas dos açudes e barragens de todo o Nordeste no período de forte estiagem com a atual.

A barragem de Bocaina tem capacidade para acumular 106 milhões de metros cúbicos de água e hoje só tem 26 milhões de metros cúbicos de água, abaixo de 25% de sua capacidade.

A situação no abastecimento de água é crítico em todo o Piauí.

O DNOCS administra 23 barragens e açudes no Piauí e três barragens já estão com as comportas fechadas e grande parte dos reservatórios estão com até 17% de sua capacidade.

José Carvalho Rufino afirmou que a barragem de Piaus, no município de São Julião do Piauí, tem uma capacidade de 140 milhões de metros cúbicos de água, mas hoje tem apenas 17 milhões de metros cúbicos de água, com 17% de sua capacidade.

A barragem de Cajazeiras, em Pio IX, tem capacidade para acumular 23 milhões de metros cúbicos de água e está seca.

Mesma situação da barragem de Ingazeiras, em Paulistana, que tem capacidade para acumular 24 milhões de metros cúbicos de água e está seca.

A barragem de Estreito, em Francisco Macedo tem capacidade para acumular 25 milhões de metros cúbicos de água e só tem hoje 6 milhões de metros cúbicos de água, equivalente a 18%.

A barragem de Jenipapo, no município de São João do Piauí, tem capacidade para acumular 240 milhões de metros cúbicos e hoje só tem 110 milhões de metros cúbicos, cerca de 40% de sua capacidade de armazenamento.

A maior das barragens do Piauí,a Petrônio Portella, em São Raimundo Nonato, no sudoeste do Piauí, tem capacidade para armazenar 185 milhões de metros cúbicos de água e só tem hoje, após três anos de forte estiagem, 60 milhões de metros cúbicos de água.

“A maior parte das barragens, em especial as de Cajazeiras, Piaus e Ingazeira, estão em volumes críticos. O problema se agrava porque essas barragens serviam para o abastecimento humano, mas também para a irrigação de áreas exploradas pelos agricultores familiares, os pequenos agricultores”, disse José Carvalho.

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