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Universidade deixou de ser atrativa para os professores

A Universidade Federal do Piauí publicou edital, no dia 8 de fevereiro deste ano, para a seleção de professores, por meio de concurso público, para a área de medicina.  Ao todo, foram oferecidas onze vagas, distribuídas entre o campus Petrônio Portela, aqui em Teresina, e o campus Ministro Reis Veloso, em Parnaíba.

Em outros tempos, este edital iria provocar uma correria entre os muitos candidatos que sonhavam em conquistar uma vaga de docente na UFPI. Infelizmente, não é isso que vem ocorrendo. O descaso com que a educação é tratada no Brasil levou a um achatamento dos salários dos professores de tamanha ordem, que o cargo deixou de ser atrativo.

Campus da UFPI em Picos
Campus da UFPI em Picos

De acordo com a tabela publicada no edital, o professor Classe A , com regime de 20h semanais, receberá o vencimento básico de R$ 2.236,30, um salário irrisório para o tamanho da responsabilidade de quem vai formar os futuros médicos do estado, pessoas que deverão salvar as vidas e aliviar as dores dos piauienses. Se esse mesmo professor tiver o título de mestrado, ele recebe uma gratificação adicional de apenas R$ 540; em caso de doutorado, a gratificação é de R$ 1.141,15, somando, no total, R$ 3.377. Este é o valor bruto, sem os descontos aplicados ao contracheque.

Só a título de comparação, o médico que é admitido no Estado, em regime ambulatorial de 20h, começa a carreira com R$ 7.144, podendo chegar até a R$ 9.925. No caso dos professores admitidos para o regime de Dedicação Exclusiva, o vencimento básico é de R$ 4.455,22, que sobe para R$ 9.585, se ele tiver o título de doutor. Voltando a comparar com o médico contratado pelo estado, se ele trabalhar em regime de plantão, o salário pode chegar até a R$ 13.321, com a vantagem de que, neste caso, ele não precisa abrir mão das atividades em consultório para complementar sua renda.

É por isso que os bons professores estão deixando a universidade e se dedicando apenas às clínicas e hospitais. Perde-se muito na formação dos novos profissionais de saúde do estado. Triste do país que não valoriza a educação porque acaba pagando um preço infinitamente maior pela ignorância.

Cláudia Brandão – Cidade Verde

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