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Ceará represa água do Rio Poti e prejudica Estado do Piauí

[ad#336×280]As águas do rio Poti foram represadas no Ceará com recursos do Governo Federal. A construção da barragem Fronteiras, em Crateús, com capacidade para 488 milhões de metros cúbicos, garantiu água para quase cem mil cearenses e a irrigação de seis mil hectares. No Piauí, a água está sendo racionada e a irrigação está proibida. As obras da barragem para a retenção das águas do Poti foram financiadas pela PAC e coordenadas pelo Dnocs.

Barragem Rio Poti - Foto: Diário do Nordeste
Barragem Rio Poti – Foto: Diário do Nordeste

O rio Poti nasce no Ceará e deságua no Piauí como principal afluente do rio Parnaíba. Já que, a bacia da barragem no rio Poti deve inundar trechos de rodovias e da ferrovia que liga Fortaleza à Teresina, foram feitos remanejamentos com a construção de desvios.

A obra com investimento de R$ 140 milhões foi realizada sob a justificativa que a contenção de enchentes e regularização do curso da água. O nível da água nas barragens do Piauí está tão baixo que está sendo priorizado o uso para consumo humano, em detrimento da piscicultura e irrigação.

No Ceará a barragem Fronteiras vai garantir a irrigação de seis mil hectares e a produção de 2,9 mil toneladas de pescado por ano.

O Ministério da Integração Nacional e o Governo do Ceará inauguraram em junho a barragem Figueiredo, localizada no município cearense de Alto Santo. A obra, executada pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), teve investimento de R$ 140 milhões e tem capacidade máxima de 520 milhões metros cúbicos, o reservatório possibilitará ainda a produção de 2,9 mil toneladas de pescado por ano e o aproveitamento hidrelétrico de 1,18 megawatts. A obra vai beneficiar mais de 100 mil cearenses com a contenção de cheias no Baixo Vale do Jaguaribe, a irrigação de seis mil hectares e o abastecimento humano da população.

O Ceará teve ainda investimentos federais para expandir a infraestrutura hídrica no Semiárido, com obras estruturantes como o ‘Eixão das Águas’, que já beneficia quatro milhões de pessoas e livrou a capital Fortaleza do colapso de água.

A barragem Fronteiras é mais uma ação para expandir a oferta de água no Ceará. O empreendimento vai represar água do rio Poti. Já foram concluídos mais de 1.000 km de adutoras e canais, além de barramentos que acrescentaram 609 milhões de metros cúbicos à capacidade de armazenamento do semiárido. Essas obras têm valor total de R$ 1,1 bilhão. Dos empreendimentos já finalizados, destacam-se as barragens de Figueiredo e Missi, ambas no Ceará; as adutoras do Algodão (BA) e do Oeste (PE); os sistemas Cafarnaum (BA), Seridó (RN), Agrestina (PE) e Congo (PB).

Mais 2.130 km de obras estão em execução, com as recentes conclusões das licitações da Adutora do Agreste (PE) e do Cinturão das Águas (CE). Outros 400 km estão em licitação ou ação preparatória. Dentro do PAC – Prevenção está selecionado ainda 1,2 mil quilômetros de adutoras para reforçar o enfrentamento à seca. Somam-se também 3,7 mil km de adutoras e canais que devem ser concluídos até 2015.

Fonte: Portal AZ

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