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Comandante da PM pede a prisão de capitão líder do movimento de paralisação

O comandante geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Rubens Pereira, protocolou na Justiça Militar o pedido de prisão de um dos líderes do movimento de paralisação de policiais militares e bombeiros militares, capitão Evandro Mesquita, por descumprimento da ordem judicial que manda que os policiais militares retornem ao trabalho de imediato. O despacho desobedecido foi expedido pelo desembargador Luís Gonzaga Brandão de Carvalho. A prisão do militar deve acontecer nas próximas horas.

Após se reunirem em frente ao Palácio de Karnak, os manifestantes seguiram em passeata rumo a Assembleia Legislativa. Ao chegarem ao prédio do poder legislativo os militares foram impedidos de invadir as dependências do local pela polícia de guarda. Os ânimos se acirraram e houve até grito de guerra “chamem a polícia, chamem a polícia”.

O presidente da Assembleia Legislativa e vários deputados estaduais resolveram receber nove representantes da categoria em paralisação em uma reunião que acontecem com as portas fechadas. Após a reunião aguardarão a hora de se reunirem com o secretário Paulo Ivan, as 15 horas, no Palácio de Karnak.

A manhã desta quarta-feira (17) começou agitada em frente ao Palácio de Karnak, no Centro de Teresina. Por lá policiais militares e bombeiros reafirmaram a continuidade do movimento de paralisação que já dura uma semana, desafiando o governo e a justiça.

Com o protesto a categoria mostra que o despacho do desembargador Luís Gonzaga Brandão de Carvalho, determinando que os militares retornem imediatamente ao serviço, não está surtindo efeito para que os policiais e os bombeiros manifestantes retornem ao trabalho.

Policias protestam contra falta de estrutura da segurança - Foto: Cidade Verde
Policias protestam contra falta de estrutura da segurança - Foto: Cidade Verde

O capitão Evandro Rodrigues(foto ao lado), um dos líderes do movimento, disse que a categoria não volta ao trabalho enquanto não houver um entendimento com o governo e garantiu não ter medo de multa. “Eles (a justiça) podem aplicar a multa que quiserem, não ligamos para isso. Podem aplicar multa de até um milhão de reais se quiserem”, falou.

A paralisação dos policiais e bombeiros militares ganhou, para a Justiça, o status de greve. Para o governo e cúpula da PM, o movimento é desnecessário e não renderá resultados para os “grevistas”.

Em recente entrevista, o comandante geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Rubens Pereira, disse que a categoria já recebeu em 2011 um reajuste de 11% e que não existe possibilidade de reajuste nesta época do ano. “No que diz respeito a reajuste, não tem como haver um novo. Os policiais precisam entender que não é simples assim, existem regras orçamentárias para isso. (…) Sobre equipamentos de segurança estamos providenciando melhores, novos coletes a prova de bala e viaturas novas”, explicou.

Ainda nesta quarta-feira, às 15 horas, acontece no Palácio de Karnak, um encontro com o secretário de governo Paulo Ivan e líderes do movimento. Na ocasião a categoria em paralização pretende propor principalmente a isonomia salarial com a Polícia Civil, dentre outras condições, para o fim do movimento.

Fonte: PortalAZ

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