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Criança encontrada com larvas nos olhos não perdeu a visão

[ad#336×280]Uma boa notícia para a família e todos os que acompanham o caso do menino L.F.V, de 2 anos e 11 meses, encontrado com larvas de mosca nos olhos no povoado Ambrósio, zona rural do município de Geminiano (16 quilômetros de Picos). O menino não perdeu completamente a visão.

A criança chegou a ser diagnosticada com perda total da vista em virtude do avanço das larvas na região ocular, mas o quadro foi revertido e, na última terça-feira (9), o menino teve alta do Hospital Regional Justino Luz, em Picos, onde ficou internado desde que os conselheiros tutelares do município o encontraram em condições degradantes numa visita de rotina.

Agora o menor vai morar com a avó em uma casa alugada pela secretaria de Saúde de Geminiano próximo ao Centro Médico da cidade, na Avenida Nossa Senhora Aparecida. “Escolhemos uma residência próxima ao Centro de Saúde para que todos os dias algum médico ou enfermeiro possa ir até lá acompanhá-lo de perto. Faremos o que for necessário para que isso não aconteça novamente”, frisa o secretário de Saúde do município, Manoel Borges de Moura.

Casa em que menino vivia com avó - Foto: Romário Mendes
Casa em que menino vivia com avó – Foto: Romário Mendes

Um exame detalhado dos olhos de L.F.V ainda não foi realizado em virtude do inchaço na região ocular, mas o oftalmologista que acompanha o caso já adiantou que o menino não teve perda total de visão. Um exame completo deve ser feito dentro de 20 dias para analisar o impacto que sofreu o globo ocular a partir do desenvolvimento das larvas de moscas.

Família

A avó de L.F.V, Maria Albertina de Araújo, conta que cuida da criança há cerca de dois anos. De acordo com ela, sua filha, que é a mãe do menor, tem problemas psicológicos e não tratava bem do filho. Ela afirma ainda que o pai da criança é alcoólatra.

Sem renda, Maria Albertina diz não ter condições de oferecer todos os cuidados que o neto necessita. “Eu só tenho o Bolsa Família e ele [o menino] não tem benefício nenhum. Eu não tenho condições de dar o que ele precisa porque não tenho condições nem pra mim mesma”, lamenta. A avó também diz que sempre teve zelo pelo neto e “não sabe como isso aconteceu”.

Casa em que o menino vivia com a avó e os bisavós no povoado Ambrósio - Foto: Romário Mendes
Casa em que o menino vivia com a avó e os bisavós no povoado Ambrósio – Foto: Romário Mendes

O menino L.F.V é filho de Flaviana Maria de Araújo, 18 anos, e Francisco Lourenço José Veloso, 65 anos. O pai possui grau de parentesco com a mãe: é tio em 2º grau, segundo ele próprio informou. O casal possui ainda outra filha de apenas um ano e seis meses.

O pai nega que seja alcoólatra e que houve maus tratos contra a criança. Ele diz que jamais seria capaz de machucar o filho e que bebe “uma vez na vida. Uma dose. Uma só dose”.

“Eu banhava ele, batia as roupas dele, fazia de comer pra ele”, relata Flaviana Maria, mãe do menor. A mãe ainda acrescenta que o filho já nasceu com uma “pintinha vermelha” sobre o olho. “Acho que ele já nasceu com a doença e depois ela se espalhou  pelos olhos dele”, argumenta.

Casal tem diferença de idade de 47 anos - Foto: Romário Mendes
Casal tem diferença de idade de 47 anos – Foto: Romário Mendes

Conselho Tutelar

A possível causa para a proliferação das larvas nos olhos da criança seria a má higiene e condições de limpeza do ambiente em que ele vivia, segundo explica a conselheira tutelar Cícera Lopes. “A criança já tinha lesões na região ocular, então era necessário mais higiene”, informa.

A menino já era acompanhado pelo Conselho Tutelar em virtude dos maus tratos que recebia dos pais e das condições limitadas da avó. E foi numa dessas visitas de rotina que a situação que causou comoção em todo o estado foi constatada. “A conselheira observou que o cantinho do olho dele estava mexendo e pediu para que a avó o levasse mais para o claro, mais próximo da janela. Então ela observou que se tratava de larvas”, destaca Cícera Lopes.

Em Picos, o caso foi acompanhado também pela promotoria de Justiça e pelo Conselho Tutelar da cidade. “Vamos continuar auxiliando, averiguando”, pontua Francilda Araújo, presidente do Conselho Tutelar de Picos..

Casa dos pais biológicos do pequeno L.F.V - Foto: Romário Mendes
Casa dos pais biológicos do pequeno L.F.V – Foto: Romário Mendes

O menino

Segundo a família, o menino nasceu em condições normais e sem problemas de saúde. Conforme foi crescendo, acabou com problemas no desenvolvimento dos membros superiores e inferiores e, atualmente, não consegue andar.

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