Em Alegrete, agricultor comemora safra recorde de melancia com cerca de 600 toneladas da fruta
- Alegrete do Piauí consolidou sua vocação agrícola histórica iniciada por Antônio Elpídio Ramos, evoluindo da tradicional cultura do feijão caupi para o incentivo municipal de aração de terras que impulsiona novos produtores locais.
- O produtor Genildo de Souza Alencar projeta colher 600 toneladas de melancias em 2020, utilizando técnicas orgânicas em 33 hectares, com distribuição estratégica para mercados consumidores de Teresina, Juazeiro e São Luís nos próximos dias.
- A viabilidade da safra recorde foi garantida pelo regime de chuvas favorável e pelo uso de solo arenoso específico, permitindo que o agricultor planeje novas produções irrigadas em Francisco Macedo a partir de abril.
O município de Alegrete do Piauí, localizado há quase 400km da capital Teresina, no sudeste do estado, já foi conhecido como a capital do feijão, antes mesmo de sua emancipação. A larga produção, principalmente de Antônio Elpídio Ramos, protagonista responsável pelo desenvolvimento do lugar e sua fundação, deu ao agricultor o prêmio de maior produtor de feijão caupi em proporção no país. As informações são do Piauí em Foco.
Na atualidade, Alegrete desponta no estado com outras atividades agrícolas, contando com o incentivo da Prefeitura Municipal, que disponibilizou o serviço de aração de quase 2 mil tarefas de terras para plantio neste ano de 2020.
Dentre os beneficiados da prefeitura, está Genildo de Souza Alencar, um pioneiro na área com experiência no plantio de feijão, abóbora, milho dentre outros. Com seu grande conhecimento, o agricultor e produtor nato, agregou os incentivos ao excelente período chuvoso deste ano e conseguiu, apostando em um plantio de larga escala de melancias, resultados grandiosos.
A expectativa é vender, nos próximos 15 dias, cerca de 600 toneladas de melancias, um recorde local. Para alcançar esse resultado, ao todo, foram plantadas 102 tarefas, 33 hectares, no início de janeiro do corrente ano. Contando apenas com a chuva, as melancias passaram, nesta semana, dos 70 dias após o plantio, estando hoje em fase de colheita. Serão cerca de 60 mil unidades, totalizando 600 toneladas, aos poucos distribuídas em 30/40 carradas de caminhões. As frutas são vendidas para grandes centros como Teresina (PI), Juazeiro (BA) e São Luís (MA).

“A produção está boa pois com a ajuda da chuva os custos da produção não ficam caros, são despesas médias. Estou com a expectativa de atingir 60% a 80% da safra, pois também com muita chuva as vezes as melancias não ficam boas, dá doença. Então essa produção de 60 mil unidades já é considerando uma perda de 20%”, afirmou o produtor.
De acordo com o agricultor, foram utilizadas apenas matérias orgânicas para desenvolvimento das frutas, sem uso de agrotóxicos ou adubos químicos, além do plantio diferenciado, identificado como “lera”.

Para os produtores interessados, Genildo reforça sobre o melhor plantio da melancia, sendo próprio, segundo ele, em terra arenosa como chapada, chapada branca.
Com o período de chuvas já em fase de diminuição, o próximo plantio de Genildo, previsto para abril, será de forma irrigada e por isso em menor escala, apenas 4 hectares no município de Francisco Macedo (PI).
Na última etapa de 2019 para início de 2020, Genildo produziu 5.580 frutas apenas no município de Francisco Macedo, através de plantio feito em parceria com Roger. A expectativa é manter as produções em um padrão até melhor neste ano de 2020.
Produção da matéria: Cleiton Jarmes e Sarah Maia
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