Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem mantem greve no Piauí
- Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem do Piauí iniciaram uma greve por tempo indeterminado na última quinta-feira, afetando todos os hospitais da rede estadual durante o sensível período do feriadão.
- A paralisação, liderada pelo Senatepi, foi motivada pelo corte de cinquenta por cento no adicional de insalubridade, pela falta de reajuste salarial e pela ausência de avanços no plano de carreira.
- A Secretaria de Administração justificou o corte amparando-se na lei estadual de 2014 para corrigir pagamentos considerados distorcidos, enquanto os grevistas mantêm apenas o atendimento exclusivo a casos graves de urgência e emergência.
Enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares paralisaram suas atividades no Piauí. A decisão foi tomada em Assembléia que decidiu pela greve por tempo indeterminado em todos os hospitais da rede estadual de saúde. O movimento começou quinta-feira (4), e permanece firme no feriadão período considerado crítico para os hospitais.
De acordo com Tânia Luz , membro da diretoria estadual do Sindicato dos Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem do Piauí (Senatepi), a greve foi aprovada após o governo ter cortado metade do valor da insalubridade e não ter cumprido com o reajuste salarial deste ano, dentre outras reivindicações da categoria. ” A regulação do pagamento da Gimas, criação do plano de cargos, carreira e salário única da enfermagem, Reposição da insalubridade e correção do valor do adicional noturno”, disse Tânia Luz que também é enfermeira do Hospital Regional Justino Luz em Picos.
Ainda conforme Tânia se o governo não atender as reivindicações a greve continuará por tempo indeterminado. A categoria está unida e seguirá a orientação do Senatepi, mantendo apenas atendimento a pacientes vítimas de acidentes automobilísticos, perfuração por arma branca, bala, afogamentos, choque elétrico, enfim, casos de urgência grave. Os demais casos não terão atendimento imediato, devido à equipe reduzida”, explicou.
Sobre o corte na insalubridade, a Secretaria de Administração informou a imprensa na capital que uma análise feita na tabela de pagamento apontou que o pagamento do benefício estava sendo feita de forma distorcida. Ao invés de 5, 10 e 20%, como determina a lei, o estado pagava 10, 20 e 40%. Baseando-se na lei 6.55 de 7 de julho de 2014, que determinava o corte, o governo acatou e pagará no máximo R$ 400.
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