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Flávio Teixeira: “A situação da Penitenciária José de Deus Barros está insustentável”

Flávio Teixeira
Promotor fala sobre as medidas adotadas pelo Ministério Público. Foto: 180graus

Quando estourou a rebelião na Penitenciária José de Deus Barros o Ministério Público através de seus representantes se deslocou até o local para negociar a volta dos detentos ás celas. O promotor Flávio Teixeira, juntamente com o promotor Elói Pereira conseguiram contornar, “por enquanto”, a situação através do adiamento da portaria que suspendia a entrada de alimentação levada pelos parentes dos detentos. Apesar do sucesso inicial o promotor enfatizou que a situação é crítica. “A situação da Penitenciária José de Deus Barros está insustentável”, declarou.

Quanto aos demais problemas como a superlotação o promotor explicou que já foi solicitado ao juiz a interdição parcial da penitenciária impedindo que novos detentos sejam mandados para aquele presídio.

“Já pedimos também para que fosse oficiado junto a Secretaria de Justiça para que ela tome as providências quanto aos relatórios da Vigilância Sanitária que pedia a regularização das fossas, da água, é um absurdo que uma penitencia com capacidade para 144 presos hoje esteja com 340 e o Estado não toma nenhuma providência para resolver isso”, explicou.

O promotor disse ainda que o problema da superlotação da penitenciária e também das delegacias serão sanados apenas com a construção de uma Casa de Custódia. “Não se entende porque o Estado está pagando o aluguel tendo três distritos que poderiam ser reformados, não entendo o que está acontecendo”, protestou.

Dentre as medias debatidas na manhã desta sexta- (03/02) no Fórum Governador Helvídio Nunes de Barros o promotor falou sobre a Criação do Conselho da Comunidade, que já deveria existir em Picos. “O certo é que ali é um barrio de pólvora preste a explodir, e o Ministério Público não pode permitir isso”, declarou.

Quanto a lentidão no ajuizamento dos processos, Flávio Teixeira cita uma série de problemas que agravam essa situação, dentre eles o reduzido número de juízes na Comarca de Picos.

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