Gerente de posto de combustíveis espanca ex-noiva e ameaça matá-la
- Jaqueline Gomes Vieira Rocha denunciou o empresário Antonio Cruz Pinheiros Alves por espancamento e ameaça de morte em Monsenhor Gil após descobrir o casamento do agressor com outra mulher na última quarta-feira.
- O delegado Tales confirmou a abertura de um inquérito policial para investigar o caso e agendou depoimentos para segunda-feira, embora o suspeito permaneça em liberdade por não ter sido preso em flagrante.
- A delegada Vilma Alves reforçou a importância da medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha, destacando que a vítima deve buscar proteção judicial imediata diante do histórico violento do agressor.
[ad#336×280]Nesta quinta uma mulher denunciou o ex-noivo por espancamento e ameaça de morte na cidade de Monsenhor Gil (56 Km ao Centro de Teresina). O crime aconteceu na quarta (02/01).
O delegado Tales, do 18º Distrito em Monsenhor Gil confirmou que Jaqueline Gomes Vieira Rocha registrou Boletim de ocorrência contra o empresário Antonio Cruz Pinheiros Alves, que é gerente do posto Corujão em Picos.
Segundo testemunhas, o empresário espancou a ex-noiva e ameaçou de morte, colocando uma arma na cabeça dela, porque ela descobriu que ele havia casado com outra mulher na cidade de Monsenhor Gil.
De acordo com o delegado do 18º distrito, pelo fato da moça registrar o boletim somente no dia seguinte, o agressor está solto, apesar do exame de corpo de delito atestar lesão corporado. Tales explicou que um inquérito será aberto e tanto o empresário quanto a mulher agredida devem depor na segunda (07/01).
Receba as últimas notícias direto do seu Facebook (clique em “curtir”)
Moradores da região denunciam que Antonio Cruz é violento e possui funcionário que também anda armado e possui processo de de estrupo, estelionatário que é conhecido em sua cidade e nas redondezas por ser agressivo e perigoso, o que provoca medo na moça agredida que está na casa do pai, com medo de sair.
Em conversa por telefone, Vilma Alves, da Delegacia da Mulher, disse ao180graus que a denúncia deve ser feita o quanto antes para não acontecer uma situação dessas, com o agressor solto. “Porém o inquérito pode ser feito a qualquer momento, como fez o delegado no caso”.
A delegada ainda comentou como funciona a Lei Maria da Penha em casos como esse. “A Lei está fortalecida e no caso dela, uma vez que venha a se sentir insegura ela deve ir à Justiça e pedir uma medida protetiva de urgência, que deve ser expedida em 48 horas”, explica.
Vilma, porém comenta que o ideal mesmo é denunciar o quanto antes. “Outro ponto importante da Lei é que qualquer pessoa pode denunciar, até mesmo a imprensa com as reportagem servem para denunciar a violência contra a mulher e, a partir daí a polícia abrir inquérito. É por isso que a imprensa tem um papel importante nesses casos”.
De acordo com relatório da Delegacia da mulher, esse é o décimo primeiro caso somente em 2013. No ano de 2012, a delegacia registrou 656 ameaças, 482 injúrias e 251 casos de lesão corporal. Com informações do 180graus
O RiachãoNet está no WhatsApp!
Entre no grupo e acompanhe as notícias em tempo real.
