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Médicos só querem melhores condicoes de trabalho”, diz diretor do Simepi em Picos

[ad#336×280]O dia de ontem, quarta-feira (3), foi marcado por protestos da classe médica em diversas cidades do país. O motivo é a insatisfação da categoria com o anúncio da presidente Dilma Roussef que propõe a vinda de médicos extrangeiros para tratar da saúde da população nos rincões do país.

O protesto foi marcado pela parada apenas nos atendimentos eletivos. Urgências e emergências seguiram com atendimento normal no país. Em Picos, pararam-se apenas os atendimentos do Programa de Saúde da Família (PSF).

O diretor do Sindicato dos Médicos do Piauí na região de Picos, José Almeida, em entrevista exclusiva ao Portal Riachaonet, afirmou que a paralisação e o protesto da classe não chega a ser algo novo.

“Não é novidade que há semanas vêm ocorrendo mobilizações em todo o Brasil contra algumas irregularidades que se percebem na segurançaa, educação e principalmente na saúde. Segundo o diretor, “o povo já não aceita mais que a saúde pública funcione de forma tão pouco eficaz”.

Dr. José Almeida - Foto: Romário Mendes
Dr. José Almeida – Foto: Romário Mendes

A classe médica afirma que a saída apontada pelo governo federal – trazer profissionais de outros países para suprir carências internas – não é eficaz porque os investimentos não atingiriam a raíz do problema: infraestrutura e condições dignas de trabalho.

De acordo com José Almeida, 90% dos profissionais que vêm de fora e fazem o exame de revalidação são reprovados. O exame é necessário para que os profissionais possam exercer a profissão no país e, ainda de acordo com o diretor, os poucos aprovados vêm de países e regiões consideradas ricas, como a União Europeia.

Resolvendo a questão

Para José Almeida, o país tem médicos suficientes, o problema é que estão distribuidos, com alta concentraçaõ de profissionais nas capitais e grandes centros. O motivo seriam as más condições de infraestrutura e atrativos salariais para os profissionais.

O diretor do Simepi na região de Picos ainda criticou os gastos de dinheiro público em investimentos de outros gêneros que não priorizam a saúde. “O que se gastou para construir o Maracanã seria suficiente para construir 30 hospitais de primeira linha”, disse.

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