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Registro de 19 médicos estrangeiros são cancelados pelo CRM-Piauí

O registro de 19 médicos estrangeiros foram cancelados nesta terça-feira (29) pelo Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM). O motivo da decisão, única no país, seria a falta de acompanhamento de um tutor para estes profissionais, que serviria como um supervisor para suas atividades nos postos médicos do Estado. Os médicos “intercâmbistas” , que atuam sem o Revalida, fazem parte da primeira etapa do programa do governo federal Mais Médicos.

Segundo a assessoria do CRM, esse acompanhamento foi um dos itens garantidos pela presidente Dilma Rousseff (PT). O que funcionaria como uma justificativa para que estes profissionais intercâmbistas atuem na área médica sem a necessidade da realização da prova do Revalida, exame obrigatório para a atuação de médicos estrangeiros no Brasil.

A falta de revalidação do diploma médico tem causado polêmicas, e de acordo com a assessoria do Conselho, esse exame é uma forma de provar se o médico possui conhecimento suficiente para atuar no país. O CRM afirma que estes profissionais devem estar preparados para atuarem aqui. Segundo eles, a medicina de Cuba é totalmente diferente da medicina brasileira, e como isso, a atuação deles no país coloca a vida dos pacientes em risco.

Outro ponto em discussão seria as diversas reclamações que o CRM anda recebendo sobre supostos desconhecimentos dos médicos em relação à medicação. Segundo algumas denúncias, os médicos desconhecem dosagens de antibióticos e não conhecem alguns medicamentos locais. A assessoria do órgão informa que as denúncias estão todas sendo analisadas, e que comprovar a legalidade delas é complicado, pois falta um tutor para acompanhar os médicos e verificar se este tipo de episodio esta realmente acontecendo.

Foto: Portal O Dia
Foto: Portal O Dia

Com esta postura, o Conselho poderá responder por desobediência a ordem do Governo Federal e até responder por improbidade administrativa. Eles argumentam que adotaram essa postura por questões éticas e profissionais, e afirmam que continuarão a fiscalizar de perto a atuação dos médicos no Estado.

Fonte: Portal O Dia

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