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Alzheimer: Um mal silenciado na terceira idade

[ad#336×280]Envelhecer com saúde não é perder a memória, mas sim chegar a terceira idade bem, com lucidez. Esta é uma afirmação que vem a esclarecer os estereótipos de que perdas de memória e a velhice não devem andar juntas. Caso isto ocorra o sinal vermelho acende, pois algo de anormal acontece em seu organismo. Estes sinais podem indicar uma doença muitas vezes negligenciada pela sociedade,  o Mal de Alzheimer.

A médica especialista em Geriatria, Luciana Luz, esclarece que a doença de Alzheimer é uma patologia degenerativa que acomete pessoas a partir dos 40 anos de idade. ” A doença de Alzheimer é a doença degenerativa cerebral mais comum, caracterizada pela perda de memória e alteração na funcionalidade do paciente, como trocar-si, alimentar-si, usar o banheiro, fazer contas, usar o telefone etc.”, afirma a médica Luciana Luz.

Luciana Luz, médica especialista em Geriatria - Foto: Paula Monize
Luciana Luz, médica especialista em Geriatria – Foto: Paula Monize

O Mal de Alzheimer tem seus sintomas atribuídos à velhice, encarados assim como normais o que termina por dificultar o tratamento, pois os pacientes vem buscar atendimento médico após um estágio evolutivo da doença.  Os principais sintomas são: perda de memória e do raciocínio lógico (sintomas cognitivos), e também ansiedade, agitação, agressividade, insônia, alucinações (sintomas comportamentais). A doença pode evoluir ainda para estágios mais avançados como a depressão, e ainda o estágio de coma em que a pessoa perde a noção de si mesma, por exemplo.

A genética é um fator primordial para que uma pessoa esteja propensa a adquirir a doença de Alzheimer, onde caso exista na família parentes de primeiro grau (pai, mãe, irmão, irmã), as chances de ter a doença aumentam quatro vezes mais.

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O tratamento

A doença de Alzheimer pode ser revertida quando diagnosticada em seu início, no primeiro ano do aparecimento dos sintomas. No entanto, os portadores desta doença podem contar ainda com o tratamento farmacológico através do uso de medicamentos, a reabilitação cognitiva, onde um terapeuta ocupacional após o encaminhamento do médico geriatra passa a realizar atividades de treinamento da memória. Um passo importante que também auxilia no tratamento do paciente é o treinamento direcionado para cuidadores e familiares.

Incidência

Um fator preocupante é a quantidade cada vez maior de pessoas que possuem a doença. A médica Luciana Luz destaca que por semana em seu consultório 15 pessoas são diagnosticadas com a doença. Estes números podem ser bem maiores, pois na maioria dos casos as pessoas só procuram o médico após anos convivendo com a doença.

A convivência com a doença

A médica Luciana Luz ainda ressaltou a dificuldade e o desafio de se conviver no dia-a-dia com a doença seja para o paciente, como para os cuidadores. ” A convivência é muito difícil, principalmente para os cuidadores porque o paciente não tem a consciência que tem a doença com perdas de memórias, repetições de perguntas várias vezes ao dia, além de comer exageradamente, insônia. Se os cuidadores e familiares não tiverem o treinamento adequado e a orientação é muito complicado”, enfatiza a geriatra.

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