Conselho Federal de Farmácia alerta sobre perigos no uso de medicamentos fitoterápicos
- O diretor do Conselho Federal de Farmácia, José Vílmore Silva, alertou durante a 7ª Conferência Municipal da Saúde em Picos sobre os riscos da automedicação indiscriminada com fitoterápicos, destacando que substâncias naturais possuem efeitos biológicos potentes.
- A ingestão de plantas medicinais sem supervisão técnica pode causar reações adversas graves, especialmente quando associadas a tratamentos farmacêuticos convencionais, podendo anular a eficácia de terapias críticas como as utilizadas no combate ao câncer.
- O município de Picos mantém desde 2000 o Laboratório Fitoterápico, integrante do projeto Farmácia Viva, que oferece orientação profissional e distribuição segura de medicamentos naturais para evitar os perigos decorrentes do uso inadequado dessas substâncias.
Em visita a cidade de Picos para participar da 7ª Conferência Municipal da Saúde, o diretor secretário geral do Conselho Federal de Farmácia, José Vílmore Silva, fez um alerta para os perigos no uso de medicamentos fitoterápicos, feitos a partir de plantas naturais.
José Vílmore Silva, explica que as pessoas no senso comum acreditam que os remédios feitos a partir de plantas medicinais seja in natura, ou na farmácia só trazem benefícios para a saúde. No entanto, deve ser dado uma atenção especial para as substâncias presentes nas plantas e como elas agem no organismo humano desde ao serem colhidas no ambiente, até o seu preparo.
“Se o medicamento ele traz alguma modificação no organismo, ele está deixando na sua grande maioria de estar estimulando a produção de algo que o organismo esteja produzindo de forma deficiente, ou ele está inibindo algo que está sendo produzindo em excesso. Assim como o medicamento de farmácia, o medicamento feito a partir de plantas medicinais pode trazer benefícios e malefícios a saúde do homem”, explicou José Vílmore da Silva.

Os medicamentos feitos a partir de plantas medicinais, as conhecidas “garrafadas” torna-se prejudicial ao homem através da automedicação. Mas o problema não para por aí. O perigo são a quantidade das doses em que a medicação é ingerida, que em excesso podem provocar outros tipos de reações.
Medicamentos fitoterápicos associados a medicação farmacêutica
Outro grande perigo na ingestão dos medicamentos fitoterápicos é uso associado a medicação farmacêutica. José Vílmore alerta que os medicamentos naturais podem alterar a ação dos produzidos em laboratórios. A exemplo do tratamento contra o câncer, em que a medicação natural pode tirar o efeito ou diminuir a eficácia dos remédios farmacêuticos.
A orientação é que as pessoas no uso de medicamentos feitos a partir de plantas medicinais procurem o farmacêutico para que ele esclareça os efeitos de determinada medicação.
No município picoense existe desde 2000, o Laboratório Fitoterápico de Picos – LAFIPI, que trabalha com plantas medicinais e possui uma farmácia natural a disposição de toda população picoense. O serviço é oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde. O LAFIPI funciona na avenida Nossa Senhora de Fátima e faz parte do projeto Farmácia Viva, que é responsável pela orientação e distribuição dos medicamentos
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