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Juíza e promotora batem boca durante julgamento de acusado de matar família no trânsito

Durante o terceiro e último dia do julgamento do Caso Tamarineira, a sessão precisou ser interrompida por conta de uma discussão entre a promotora Eliane e a juíza Fernanda Moura.

Ocupando a função de uma das vozes ativas nesses últimos três dias no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, a promotora de Justiça Eliane Gaia afirmou ter ficado satisfeita com o resultado do julgamento do Caso Tamarineira, que resultou na condenação do réu João Victor Ribeiro, de 29 anos. Mas não com a pena estabelecida, de 29 anos, quatro meses e 24 dias, a qual considerou “bem abaixo do esperado”. Por isso, resolveu recorrer e agora luta pelo aumento do tempo em que o homem ficará no sistema prisional. A expectativa inicial por parte da acusação, a qual Eliane faz parte, era de que a pena fosse estabelecida a partir de 30 anos. As informações são do Diário de Pernambuco.

A promotora frisou que todas as solicitações do Ministério Público de Pernambuco feitas dentro do caso, foram atendidas. E agora “as atenções” estarão voltadas para uma possível decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco em aumentar o tempo da pena. “Tudo o que pedimos, representando o Ministério Público (de Pernambuco) hoje, foi atendido. Estamos satisfeitos com a Justiça feita, mas não com a pena. Recorremos porque acreditávamos que seria superior a trinta anos. Não veio, então recorremos para o Tribunal de Justiça de Pernambuco”, disse.

Gaia afirmou que os próximos passos consistem em oferecer uma apelação para que a decisão possa ser alterada, e aguardar pelo desfecho. “Vamos oferecer a apelação, vai para o Tribunal de Justiça de Pernambuco e lá ele vai decidir se vai haver ou não aumento de pena”, explicou Eliane.

Sua expectativa em conseguir efetivar a solicitação, está atrelada aos crimes aos quais João Victor não conseguiu se defender no julgamento, como, por exemplo, os três homicídios e as duas tentativas de homicídio. “A gente pediu acima de 30 e eu imaginava que pela matemática que fizemos lá, em torno desses homicídios e dessas duas tentativas, (a pena) fosse ultrapassar 30 (anos). Para três homicídios e duas tentativas, (a pena) ficou bem abaixo daquilo que eu imaginava. A gente recorreu e agora o Tribunal de Justiça que vai decidir”, finalizou.

EXALTADAS

Durante o terceiro e último dia do julgamento do Caso Tamarineira, a sessão precisou ser interrompida por conta de uma discussão entre a promotora Eliane e a juíza Fernanda Moura. Na ocasião, Eliane supostamente teria feito um gesto “avisando” que as lágrimas do réu não eram verdadeiras, no momento em que ele prestava depoimento. Atitude que foi recriminada pela juíza na sequência. Porém, os ânimos exaltados pelos dois lados fizeram o motivo do julgamento ficar em “segundo plano” por alguns minutos. Palavras como “calma” e “se contenha” foram ditas por Eliane, que recebeu um “cale a boca, eu estou determinando que a senhora se cale e obedeça”, por parte da juíza.

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