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Piauí lança a Comissão da Verdade dos Jornalistas

[ad#336×280]O Sindicato dos Jornalistas do Piauí lançou, no sábado passado, a Comissão da Verdade dos Jornalistas. O ato foi realizado no auditório da Academia Piauiense de Letras, com a participação de jornalistas, acadêmicos e estudantes. A Comissão vem sendo criada em todos os Estados por orientação da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), com o objetivo de recuperar e registrar a história dos jornalistas vítimas da ditadura militar.

A Comissão da Verdade do Piauí é composta pelos jornalistas Arimatéia Azevedo, Raimundo Cazé e Pompílio Santos, além de Deoclécio Dantas, Herculano Moraes e Zózimo Tavares, os três últimos membros da Academia Piauiense de Letras. Todos trabalharam na imprensa do Piauí durante a vigência do regime militar e contarão para a Comissão as suas experiências.

O lançamento da Comissão da Verdade do Piauí contou com a presença dos presidentes da APL, Reginaldo Miranda, e do Sindicato dos Jornalistas, José Olímpio Leite de Castro. Também estavam presentes dois ex-perseguidos pelo regime militar , Jesualdo Cavalcanti, vereador de Teresina cassado em 64, e Jônathas Nunes, também cassado quando era oficial do Exército.

Solenidade na Academia Piauiense de Letras - Foto: Dinavan Fernandes
Solenidade na Academia Piauiense de Letras – Foto: Dinavan Fernandes

Ambos são acadêmicos e lançaram livros sobre o movimento militar. Jesualdo, ex-deputado estadual, conselheiro aposentado do TCE e atual prefeito de Corrente, escreveu o primeiro livro sobre 64 no Piauí, “Tempo de Contar” (2006). Jônathas Nunes, coronel reformado do Exército e ex-reitor da Universidade Estadual do Piauí, lançou no ano passado o livro “1964: o DNA da Conspiração”.

A FENAJ já criou a sua Comissão, composta pelos jornalistas Audálio Dantas (SP), Nilmário Miranda (MG), Rose Nogueira (SP), Carlos Alberto Caó (RJ) e Sérgio Murillo de Andrade (SC), que vai coordenar os trabalhos.

Através das comissões estaduais, a FENAJ e os Sindicatos vão poder fazer o mais amplo levantamento documental e iconográfico, recuperando a história dos jornalistas no período de 1964 a 1985. O propósito é registrar não apenas os casos de jornalistas mortos e desaparecidos, mas também de todos os que foram comprovadamente perseguidos, ameaçados, cassados, indiciados em processos, condenados, exilados, presos e torturados.

A FENAJ está buscando meios para viabilizar a pesquisa nacional, tendo como base os documentos oficiais produzidos no período da ditadura militar pelos órgãos de informação e que estão sob a guarda do Arquivo Nacional. Também pretende realizar pesquisas junto ao Ministério da Justiça/Comissão de Anistia, avaliando os requerimentos de indenizações e os votos da Comissão.

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