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Saúde

Hospitais vão acionar MP para receberem débitos do Iapep

Sede do IAPEP
Sede do IAPEP

A inadimplência dos planos Iapep Saúde/Plamta, do Governo do Estado, e IPMT/Plante, da Prefeitura de Teresina, motivou uma reunião nesta terça-feira (24) envolvendo o Sindicato dos Hospitais do Piauí – Sindhospi – e representantes de servidores públicos estaduais e municipais. Os presentes decidiram pedir uma reunião com o conselho administrativo do plano estadual e acionar o Ministério Público. Um novo encontro ficou agendado para a próxima terça-feira (31).

O Sindhospi vai reivindicar um novo modelo de gestão no Iapep para, entre outras mudanças, que o dinheiro descontado dos servidores públicos com os procedimentos seja depositado em uma nova conta exclusiva para tal, ao invés da conta única do Estado.

A entidade reclama que o último repasse do Iapep aos hospitais foi em agosto. Haveria uma promessa para quitar o débito de setembro e outubro até o fim do mês. Auditorias feitas no Iapep no segundo semestre explicariam a demora.

Os hospitais recebem do Estado por mês R$ 10 milhões, sendo R$ 7 milhões do Plamta, responsável por cirurgias e internações. O Sindhospi teme que os atrasos gerem impacto na rede privada e repercuta com a redução no quadro de funcionários e número de atendimentos pelo plano.

“A grande indústria fornecedora dos materiais hospitalares nos dá prazos de 28 dias para o pagamento desses produtos, podendo chegar a um máximo de 45 dias apenas. Temos que nos virar para honrar com a quitação dessas despesas, mesmo não recebendo o pagamento dos planos de saúde dos servidores públicos. Isso tem levado a uma situação crítica dos hospitais, com muitos deles tendo que reduzir suas equipes para liquidar as dívidas com os fornecedores e não ter que suspender o atendimento aos beneficiários do Plamta/Iapep e Plante/IPMT”, diz o presidente do SINDHOSPI, Antônio Dib Tajra.

Lúcio Brígido, vice-presidente do Sindicato dos Hospitais, acrescenta. “Ninguém está animado a parar o atendimento. São 198 mil vidas. Mas várias empresas estão sendo prejudicadas, tendo que adotar medidas emergenciais para honrar com os compromissos junto às distribuidoras. Os hospitais não aguentam mais tamanha pressão para sobreviver. A situação passou dos limites”.

Da Redação
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