Monsenhor Hipólito: Adapi aponta ato criminoso em intoxicação de abelhas
- A Agência de Defesa Agropecuária do Piauí descartou problemas sanitários na morte de abelhas em Monsenhor Hipólito, confirmando, após vistoria técnica em fevereiro, que a intoxicação decorreu de uma ação criminosa isolada.
- As investigações sobre o envenenamento continuam em andamento, mas o órgão fiscalizador assegurou que o incidente localizado não afeta a qualidade nem compromete a segurança sanitária da produção de mel regional.
- Representantes governamentais e acadêmicos se reuniram para debater o impacto do caso, lembrando que o Piauí ocupa a terceira posição nacional na apicultura, gerando dezenas de milhões de reais em receita.
Equipes do Programa Estadual de Sanidade Apícola (PESAp) descartaram problemas de ordem sanitária no caso da intoxicação de abelhas no município de Monsenhor Hipólito, na região de Picos, e confirmou que o ato foi criminoso. O programa é da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi).
O coordenador do programa, Gerlan Vieiras, esteve na propriedade em que foi identificada a mortandade. A notícia gerou repercussão na última semana de fevereiro.

“Durante a visita, conseguimos identificar que o ato foi isolado e criminoso. Aconteceu em única propriedade dos apiários existentes, apenas um foi atingido. Nós podemos descartar qualquer problema de ordem sanitária”, afirmou Gerlan Vieira.
Apesar dessas constatações, o programa ressaltou que a investigação sobre o caso continuam em andamento. No entanto, “já se pode excluir terminantemente a suspeita de ocorrência de qualquer doença”.
O órgão também ressaltou que “o caso não interfere sanitariamente na produção de mel da região e não altera a qualidade do produto”.
Reuniões envolvendo os representantes da Adapi, da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel e Produtos Apícolas e da Universidade Federal do Piauí (UFPI) foram realizadas para discutir a situação.
Produção de mel no Piauí
O Governo do Piauí informou que, atualmente, o Estado “é o terceiro maior produtor de mel de abelha no Brasil, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul e do Paraná. No ano de 2018, a produção total chegou a 5 mil toneladas, o que garantiu ao Estado um retorno de R$ 50 milhões”.
“Ao longo dos anos essa produção vem crescendo e permitindo aos produtores regionais ganhar visibilidade no cenário do agronegócio do mel. Em apenas dois anos, de 2016 para 2018, o Estado saltou da 7ª no ranking da produção para a 3ª”.
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