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Vereadores cassados dizem ter sido injustiçados e vão recorrer da sentença

[ad#336×280]A semana foi de reviravoltas na política picoense. Isso porque dois vereadores reeleitos em 2012, um da oposição e outro da situação, respectivamente, foram cassados por compra de votos.

Aos 32 anos, o vereador Diógenes Medeiros, do Partido Popular Socialista (PPS), foi reeleito em 2012 pela coligação formada pelos partidos PPS e PRP intitulada “Para Picos Crescer Mais”. No pleito, ele teve 668 votos. Uma história de sucesso e rápida ascensão na política picoense que foi manchada nesta terça-feira (6).

Diógenes Medeiros (PPS) - Foto: Arquivo
Diógenes Medeiros (PPS) – Foto: Arquivo

O vereador é acusado pelo Ministério Público de ter comprado e trocado votos por abadás, e acabou tendo o mandato cassado após ser flagrado em gravações telefônicas supostamente negociando votos.  A sentença proferida pelo juiz da 10ª zona eleitoral de Picos, Adelmar de Sousa Martins, ainda impôs ao vereador o pagamento de multa de 10 mil UFIR’s e que os votos destinados a ele sejam agora computados para a coligação a qual faz parte. O suplente de Diógenes, Dedé Monteiro, deve ser convocado para assumir o cargo.

“Eu vinha enfrentando esse processo e acreditava que ia sair vitorioso, até porque não tinha provas contundentes de que eu tivesse comprado votos”, disse Diógenes. O ex-parlamentar admitiu respeitar a sentença proferida pelo juiz, mas afirmou que vai entrar com recurso.

Câmara Municipal de Picos - Foto: Ascom
Câmara Municipal de Picos – Foto: Ascom

Para Diógenes, o processo que cassou seu mandato tem duas falhas. A primeira delas é a quebra de seu sigilo telefônico, feito ainda no ano passado. “Quem deveria mandar quebrar meu sigilo telefônico seria o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e não um juiz de primeira instância que não tem competência para julgar um vereador no Estado do Piauí”, pontua, explicando que na época em que houve a quebra do sigilo telefônico ele ainda era um parlamentar, portanto protegido pela constituição.

A segunda falha no processo seria, ainda de acordo com Diógenes, a impossibilidade de provar durante sua defesa, através de perícia, que a voz gravada em escutas telefônicas não é sua. “Eu não tenho que provar que sou eu, quem tem que provar que a voz é minha é a Justiça . E isso tem que ser feito através de uma perícia que me foi negada”, lamentou.

Perseguição

Diógenes Medeiros ainda se disse vítima de perseguição em virtude de, na época da campanha eleitoral de 2012, ser sobrinho do então prefeito Gil Paraibano.

“Todos nós sabemos que essa eleição foi uma das mais caras na história de Picos. Se tivesse grampeado o telefone de todo mundo, tenho certeza que na Prefeitura e na Câmara não ficaria ninguém”, alfinetou.

Zé Luis
Zé Luis – Imagem: Arquivo

Irmão José Luis

O vereador do PSB, Irmão José Luis, foi cassado nesta quarta-feira também por captação ilícita de sufrágio, a popular compra de votos. Em entrevista, ele se disse injustiçado e afirmou que também não esperava a cassação.

“Não há meu nome, telefone e nem minha voz em nenhuma das gravações. Vou recorrer ao TSE e acredito que, dessa vez, serei inocentado”, disse José Luis, que acrescentou que está disposto a recorrer em todas as instâncias possíveis para reaver seu mandato.

A suplente que deve assumir o lugar de José Luis na Câmara Municipal de Picos é Francisca Celestina de Sousa, conhecida como Dalva Mocó (PSB). Nas eleições 2012 ela teve 806 votos. Dalva é esposa do ex-vereador Edvaldo José de Moura, mais conhecido como Didi Mocó (PV).

 

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