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Dica Unimed: mastologista Lívio Portela faz alerta sobre cuidados preventivos ao câncer de mama

O câncer que mais acomete mulheres em todo o mundo é o de mama, segundo informou o mastologista picoense Lívio Portela, médico cooperado da Unimed Regional de Picos. De acordo com ele, o dado é repassado pelo Instituto Nacional do Câncer, que também destaca o de próstata como o de maior incidência nos homens e o de pele em supera a todos, em ambos os sexos.

O câncer de mama, por mais que seja comum em mulheres, também atinge aos homens. Enquanto no sexo feminino a doença alcançou cerca de 66.280 pessoas no último ano, a incidência no sexo masculino vai de 1 caso a cada 100 em mulheres.

São mais de 16.000 mortes por ano em decorrência do câncer de mama. O médico cooperado da Unimed Picos explicou as prevalências da doença no mundo feminino.

“A prevalência é na mulher próxima à menopausa e vai aumentando a incidência nas mulheres de mais idade do que nas jovens. No Brasil, o perfil do surgimento do câncer de mama é diferente do da América do Norte e da Europa. Nestes locais, a prevalência é em mulheres acima de 50 anos. Já aqui no Brasil, 40% do total de casos são de mulheres a partir dos 40 anos”, disse ele.

O médico Lívio Portela relatou que ainda não se sabe o motivo das brasileiras serem acometidas com a doença mais jovens, pois não há um fator definido, mas se acredita que seja um conjunto de fatores, tais como:

Alimentação não-balanceada;
Consumo excessivo de açúcar, álcool e cigarro;
Sedentarismo;
Sobrepeso e obesidade;
Gravidez tardia ou opção pela não-gravidez; e
Reposição hormonal.

“Tudo isso eleva o câncer de mama. E é o que temos visto no dia a dia, essa mudança de hábitos de vida. Algumas mulheres têm filhos tardiamente e outras nem têm, uso de muita reposição hormonal, falta de cuidado com a saúde… então isso reflete muito no aumento da incidência do câncer de mama”, comentou Dr. Lívio.

O mastologista cooperado da Unimed Picos alertou que para identificar previamente o câncer de mama é necessário que a mulher realize o autoexame e, a cada ano, dos 40 aos 69, faça o exame de mamografia. “A identificação prévia da doença auxilia diretamente em todo o tratamento dela”, declarou.

É possível identificar, também, com irregularidades encontradas nos seios, tais como nódulos, secreção no bico da mama, retração ou alteração na pele quando aparece um ferimento. “Esses sintomas aparecem quando a doença está em estágio mais avançado. O ideal é identificar antes mesmo dos sintomas, no início da doença”.

Mulheres que possuem casos hereditários, devem iniciar o rastreio aos 20 anos de idade, fazendo, anualmente, ultrassonografia. A partir dos 30, com ultrassonografia e ressonância magnética. A mamografia só é indicada a partir dos 40.

“Quanto mais cedo a mulher fizer acompanhamento, mais eficaz será o tratamento, caso ela tenha adquirido a doença. O câncer de mama costuma ser uma doença silenciosa. Ela não dói, não coça, não arde. Às vezes você sente um caroço ali que vai crescendo e se espalhando e você não sente nada. Quando sente é porque já está em metástase. Aí a mulher vai sentir tosse, falta de ar, dor óssea ou fraturas e convulsões”, explicou ele.

Dr. Lívio Portela ressalta que o tratamento é individualizado e depende do perfil biológico tumoral, que é adquirido com o exame imuno-histoquímica, juntamente com a biópsia.

“Esse perfil apontado no exame vai definir o tratamento, ou seja, vai dizer se é preciso tirar a área tumoral ou a mama completa ou se vai tomar medicações para fazer o tumor diminuir e só depois operar. Em todo caso, a cirurgia é sempre o tratamento com maior eficácia, juntamente com a quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia e terapia de bloqueio hormonal. Cada paciente vai ser individualizado. É muito importante esse perfil porque a gente sabe o impacto que tem no tratamento, no sofrimento e no resultado de um paciente dependendo do estágio em que ele é diagnosticado”, detalhou.

O mastologista ressaltou ainda a importância do diagnóstico precoce no que diz respeito ao que pode acontecer com a mama da paciente.

“A gente tenta conscientizar, chamar as mulheres a fazerem sua prevenção anual, procurar o médico, fazer mamografia, se for necessário, a ultrassonografia. O profissional vai indicar o melhor. Se todos os anos as mulheres fizerem o acompanhamento correto, a gente vai estar salvando muitas vidas e o tratamento vai ter um impacto muito melhor na paciente. Muitas pacientes nem precisam perder a mama. Hoje em dia a gente tem tratamento que a gente associa a cirurgia plástica à oncológica, numa técnica que chamamos de oncoplastia. Então hoje, na maioria dos casos, não é preciso haver essa mutilação do órgão que representa a feminilidade da mulher, sexualidade, maternidade. A gente sabe a importância desse órgão para a mulher, e, mesmo naquelas que precisam perder, a gente tem formas de reconstruir e dar uma adaptação melhor à mulher. Tudo depende do momento em que se diagnostica. Quanto mais cedo, melhor”, frisou.

Lívio Portela, médico cooperado da Unimed Picos, está há 15 anos como mastologista no município e região, desde 2009 trabalhando com biópsias, consultas e cirurgias na cidade.

A Unimed Regional de Picos tem o compromisso de ofertar a seus veteranos e futuros clientes o melhor da medicina, seja em atendimento especializado, laboratoriais e também em exames. A sede está localizada na Praça Félix Pacheco, 676, no centro de Picos. Telefone para contato: (89) 3422-3616.

É possível encontrar e acompanhar a Unimed Regional de Picos no Instagram: @unimed.picos.

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