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Economia

Cajucultores da região de Picos participam da Fenagri/Expovale 2013

[ad#336×280]Os visitantes da 24ª Feira Nacional de Agricultura Irrigada (Fenagri) e 7ª Exposição de Caprinos e Ovinos do Vale do São Francisco (Expovale) estão podendo experimentar um pouco do sabor do Piauí, provando a castanha de caju torrada na hora por cajucultores do município de Picos (PI).

No estande, apoiado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), também pode ser degustada a cajuína, bebida preparada a partir do suco de caju, considerada um patrimônio cultural piauiense, e produzida pela Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi). O evento que acontece atédomingo (19) no campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro (BA), tem um público estimado em 60 mil pessoas.

Para o cajucultor e apicultor do município de Picos (PI), João Bezerra, “essa feira é mais uma oportunidade de divulgação de nossos produtos, como a castanha de caju, cajuína e mel, que são de primeira qualidade. Nós iniciamos (a produção) em 2005, apoiados pelo Governo do Estado e pelo Governo Federal e desde então vem dando certo. Nós vendemos para todos os estados do Brasil e também para Alemanha. Esta é a quarta vez que participamos da Feira e a cada ano a gente traz mais produtos, tem mais participação do público e melhor aceitação. Nós estamos assando a castanha na hora e a cajuína já vem prontinha”.

A amêndoa da castanha do caju, verdadeira fruta do cajueiro, é um alimento altamente protéico e saudável, já que suas gorduras contribuem na redução do teor de colesterol. Na sua composição também se encontram nove dos 10 aminoácidos essenciais ao ser humano.

Mais apoio aos produtores

Além da exposição dos produtos, 20 representantes de associações de produtores piauienses nas áreas de agricultura familiar, apicultura e caprinovinocultura participam dos eventos de capacitação ministrados na Feira, como minicursos e seminários, com o apoio da 7ª Superintendência Regional da Codevasf no Piauí. O objetivo é potencializar as iniciativas dos agentes de desenvolvimento do Estado.

Segundo Romualdo Ramos, médico veterinário da Codevasf no Piauí e organizador da ação, essa iniciativa da empresa fortalece e consolida os Arranjos Produtivos Locais (APL’s), com o apoio à organização dos processos produtivos e de comercialização e a valorização do capital humano. “A Codevasf patrocina a vinda destes produtores para que eles presenciemin loco um evento da importância da Fenagri/Expovale e busquem experiências novas, tecnologia, conhecimento, e para que esses conhecimentos sejam empregados nas suas comunidades de origem, assim aperfeiçoando a produção das atividades em que eles atuam no Piauí”, frisa Romualdo.

O presidente da Codevasf, Elmo Vaz, destaca a importância da participação da empresa em um evento cujo propósito é fortalecer as cadeias produtivas da agricultura irrigada e caprinovinocultura, integrando o pequeno ao grande produtor, por meio da realização de negócios, da transferência de tecnologias e da divulgação das potencialidades do agronegócio e da agricultura familiar do Vale do São Francisco. “Esta é a maior feira do agronegócio e da fruticultura do nordeste, portanto a Codevasf, que tem um papel importante neste segmento da agricultura irrigada, precisa estar presente”, enfatiza Elmo Vaz.

Para Isaías Rocha, agricultor do perímetro irrigado Hildo Diniz, de Colônia do Gurgueia (PI),presente pela 1ª vez no evento, a feira serve de incentivo à divulgação das potencialidades locais. “A feira é importante para todo o Nordeste e o apoio da Codevasf é vital, necessário para nossa atividade. O Piauí e toda a região nordestina têm um forte potencial e nós precisamos deste apoio para transformar estas potencialidades em melhores condições de vida das pessoas. Por exemplo, a região do Gurgueia tem um dos maiores lençóis freáticos da América Latina e hoje, com o apoio da Codevasf, estamos transformando este potencial em melhoria de vida para as pessoas, além da revitalização dos rios que tem sido feita”, destaca o irrigante.

Outras potencialidades em exposição

O estande contou também com a participação da associação dos produtores de cachaça de alambique do estado do Ceará, um grupo de 25 pessoas que se organizaram para qualificar a atividade. Cícero Pinheiro, técnico agrícola e representante da Associação, expôs a cachaça produzida em Viçosa (CE) e destacou a necessidade de aprimorar cada vez mais a atividade como forma de valorizar este produto artesanal. “A gente trouxe a cachaça, que tem uma destilação profissional, é envelhecida em tonéis de madeira e tem uma história de 100 anos. Antes, não existia essa preocupação com a apresentação do produto, como o uso de rótulo, que gera uma agregação de valor. Já temos a unidade de beneficiamento de cana, uma fábrica-piloto e estamos comprando os equipamentos. Essa é uma grande oportunidade de divulgar o produto, contatar novos mercados e consumidores, porque tem muita coisa a ser feita”, pontua o expositor.

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