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“Fora Feliciano” reúne manifestantes insatisfeitos com pastor em Picos

[ad#336×280]A insatisfação contra a permanência do pastor Marco Antônio Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal atingiu também a sociedade picoense. Na manhã desta segunda-feira (18) uma manifestação pública repudiando as ações do pastor foi realizada na Praça Félix Pacheco, no coração comercial da cidade.

O “Fora Feliciano” reuniu representantes de movimentos sociais e lideranças de diversos segmentos da sociedade picoense.

As faixas e os gritos de ordem trouxeram à tona toda a indignação contra o pastor que tem sido o motivo de diversos desafetos em todo o país. Feliciano responde a processo no Supremo Tribunal Federal por homofobia e estelionato. Ele ficou conhecido em todo o país por declarações polêmicas sobre negros e homossexuais.

Para o professor universitário e pesquisador Paulo Mafra, esse é um momento importante para demarcar as mudanças que ocorrem no processo econômico que rege as relações sociais brasileiras. “A política é baseada na hierarquia de gênero onde o homem branco e cristão tem todo o poder e influência, enquanto mulheres e negros ainda se perdem nesse cenário”, destaca. “Esse é um sistema econômico que está em falência e já começa a dar seus gritos”, enfatiza e declara que as ações de Marco Feliciano demonstram desespero e despreparo.

Mafra acredita ainda que as manifestações públicas contra o pastor se tornarão, dentro de algum tempo, uma crítica direta contra o estado, que supostamente defende a igualdade para todos, mas não a coloca em prática de forma coerente. “Esse é um ato de desespero que ele tem, uma vez que seu discurso não se sustenta mais”, diz o professor.

Várias pessoas participaram do protesto-Foto: Ilza Amorim
Várias pessoas participaram do protesto-Foto: Ilza Amorim

Jovanna Baby, liderança do movimento LGBT e coordenadora de políticas para LGBT de Picos também participou do ato. Ela ressalta que a manifestação “não é um ato contra a igreja evangélica, não é um ato contra os pastores nem contra os evangélicos. O ato é contra o pastor Marco Feliciano: sua postura homofóbica, racista e de preconceito contra as mulheres e intolerância contra outras religiões”.

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